Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/02/2020

A gravidez na adolescência é algo relativamente comum, sendo considerada nas idades de 10 a 20 anos. Esses casos são um grande problema para a família, economia e principalmente para a adolescente. Os maiores motivos são por falta de informação sexual e também a falta do uso de preservativos e contraceptivos. Na fase da adolescência, os hormônios podem estar em seu pico e dar início à vida sexual de forma desprotegida. Portanto, o corpo e mente da mulher ainda não estão devidamente preparados, o que causa muitas consequências.

No Brasil, 68,4 bebês são nascidos a cada mil meninas de 15 a 19 anos, sendo a principal razão justamente a falta de preservativo, e também sendo mais comum com pessoas de baixa renda e escolaridade. A gravidez nessas idades gera altos riscos de saúde tanto no feto quanto na jovem, assim podendo aumentar a taxa de mortalidade. Contudo, sustentar o bebê não só aumenta o custo de vida, mas também impede a adolescente de continuar seus estudos e ter um futuro profissional, ficando muito difícil este sustento a ponto de deixar o bebê com os avós dele, e complica até mesmo o crescimento econômico do país. Por exemplo, o filme Mãe aos Dezesseis mostra como é complicada a vida de uma adolescente grávida aos dezesseis anos acidentalmente e todas as situações cotidianas.

A falta de acessibilidade a preservativos e contraceptivos é enorme no Brasil, principalmente em lugares pobres onde preservativos comuns são de graça e esgotam rápido. Por manter uma vida sexual ativa e sem proteção, cerca de 30% das jovens que engravidam na adolescência acabam fazendo isso novamente no primeiro ano pós-parto. A segunda gravidez diminui os riscos, todavia, a situação financeira vai piorando. A gravidez na adolescência não era um problema, entretanto, começaram a surgir cada vez mais casos onde os riscos e situações eram graves. Além da falta de preservativo, também surgiram razões como falta de projeto de vida, questões emocionais, pobreza, educação, abandono, e também o uso incorreto de preservativo, como mostra o filme Simplesmente Acontece.

Por isso, a educação sexual deve ser implementada em todos os meios escolares a partir da adolescência. É extremamente importante que o governo proporcione essa oportunidade de ensino a todos como uma chance de um futuro melhor, junto dos médicos e professores auxiliando. Pediatras e ginecologistas acabariam com a desinformação sobre quesitos nesse assunto, e professores explicariam através de aulas produtivas. A prescrição ou até obrigatoriedade de anticoncepcionais e maior acesso a eles diminui as chances de gravidez, além de dar à adolescente mais oportunidades de um futuro bem sucedido. A conscientização sobre sexo e relações deve começar desde cedo, e deixar de ser um tabu para evitar consequências muito maiores em um futuro próximo.