Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/02/2020

O governo está pecando com a educação de meninas adolescentes. As escolas emitem informações preventivas contra doenças sexualmente transmitidas, mas não investem no tema preocupante que é a gravidez na adolescência e o quão rápido ela pode ocorrer, modificando vidas ou até mesmo acabando com elas, refletindo negativamente nas famílias dessas meninas.

A gravidez na adolescência tem que ser tratada com muito cuidado e paciência, já que ela pode ser perigosa, a morte durante o parto é um risco bem mais provável de acontecer durante a adolescência do que na vida adulta. Da mesma forma como nas Américas, a causa de morte mais comum entre jovens de 15 a 24 anos é a mortalidade materna. Inclusive, em 2014 foram registradas cerca de 1,9 mil mortes relacionadas a complicações na gravidez, durante o parto e o pós-parto.

A vida acadêmica de mães adolescentes também são afetadas. Amanda Amparo, especializada em políticas para juventude conta que foi mãe aos 16 anos e decidiu continuar a estudar, mas que não recebeu nenhum tipo de apoio. Ela faz parte dos 2% de mães jovens que continuaram com os estudos tanto no ensino médio quanto no ensino superior. A falta de suporte tem grande influência nesse abandono escolar devido ao posicionamento da instituição, até a forma de como são tratadas, sendo presente na maioria das vezes algum tipo de preconceito que acaba as deixando desconfortáveis, com vergonha de prosseguir com os estudos.

Já é embaraçoso para os adolescentes conversar sobre sexo com um adulto especializado e com os pais acaba sendo pior ainda, mas mesmo assim esse assunto precisa ser abordado deixando bem claro a responsabilidade que a gravidez exige. Tanto as meninas quanto os meninos precisam ter esse conhecimento de base familiar caso ele não seja abordado em sala de aula, tendo em vista de que a escola deve ter como responsabilidade fornecer ensinamentos desse tipo, já que no 3º ano do ensino médio cerca de 50% dos alunos já são ativos sexualmente.

Para que a gravidez na adolescência deixe de ser um problema grave e contínuo, é importante que o governo imponha para as escolas aulas sobre educação sexual durante o período letivo tanto em escolas públicas quanto particulares, garantindo que todos os estudantes tenham acesso a este assunto. Mas como nem todos tem oportunidade de alfabetização, é necessário que campanhas preventivas contra sejam estabelecidas e esse assunto seja tratado com mais responsabilidade e abundância.