Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/03/2020
Gravidez como escolha
Até o final do século XX era comum meninas iniciarem sua vida sexual e casarem-se ainda na adolescência, na maioria das vezes, passavam a dedicar-se apenas a vida de mãe e dona de casa. Contudo, com o avanço social o casamento perdeu a prioridade, mulheres introduziram-se ao ensino superior, assim como ao mercado de trabalho. Todavia, a iniciação sexual passou a ser mais precoce, acarretando muitas vezes, a partir da falta de informação ou descuido, em gravidez na adolescência.
A introdução a vida sexual de meninas tem sido cada vez mais precoce, contudo, a falta de informação a respeito das consequências da atividade sexual, seja doenças ou gravidez, ainda prevalece. Registra-se tal fato com maior frequência em populações de baixa renda, as quais possuem restrito acesso à informação, deste modo, acabam por não usufruir de métodos contraceptivos, por, inclusive, não saberem da gratuita distribuição dos mesmo pelo Governo. A partir disso, foi criada a Lei nº 13.798/2019 que dentre seus propósitos, visa a criação da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, a qual tem o intuito de transmitir informações a respeito dos riscos e consequências do coito, a fim de aumentar os índices de adolescentes que previnem-se tanto de gravidez, quanto de doenças e infecções.
Ademais, a gravidez precoce é considerada um problema à saúde pública por expor-se como um risco à gestante, afinal, meninas de doze a dezenove anos não possuem o corpo fisiologicamente apto a formar um feto, como consequência, apresentam-se casos de aborto espontâneo e até mesmo morte do feto e da gestante. Não apenas, a gravidez na adolescência é também responsável pelo alto índice de evasão escolar, uma vez que, com o nascimento da criança muitas garotas não tem condições de conciliar a criação de um filho, com o estudo. Destarte, dados do Ministério da Educação sustentam o fato, afirmando que 18,1% das meninas interrompem o estudo em decorrência de gravidez.
Assim sendo, torna-se evidente a necessidade de atenção ao assunto, primordialmente anexando a educação sexual nas escolas, com isso, disponibilizando a crianças e adolescentes informações a respeito de métodos anticoncepcionais, doenças e infecções sexualmente transmissíveis e até mesmo como notificar casos de abuso. A partir disso, conta-se com a divulgação da mídia de campanhas patrocinadas pelo Governo juntamente com o Ministério da Saúde, especialmente acerca da gratuita distribuição de camisinhas, pílulas e DIU em unidades básicas de saúde. Outrossim, se terá uma população com menores índices de jovens gestantes, e como conseguinte, jovens que poderão investir em seus futuros profissionais.