Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/03/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), dados levantados entre os anos de 2010 e 2015 estimam, no Brasil, uma taxa de gravidez adolescente de aproximadamente 69 nascimentos para cada um mil meninas entre 15 e 19 anos. Essa evidência expõe uma realidade que deve ser mitigada, pois, a precoce gestação pode acarretar impactos, tanto físicos quanto psicológicos, na vida da gestante, majoritariamente, negativos.

Em primeiro plano, é fato que grande parte desse índice apresenta casos de gravidez indesejada. Sendo, a principal causa, a falta de informação sobre prevenção. Essa problemática, acarreta inúmeras consequências à jovem. Em decorrência do corpo não estar completamente preparado para uma gestação, podem ocorrer complicações, para a mãe tal como para o bebê, na gestação e no parto - anemia, infecções, hipertensão e má formação do feto são exemplos disso.

Ademais, no âmbito social, impactos negativos são observados com grande frequência. O preconceito, por parte da sociedade, causa abalo emocional à adolescente, elevando, assim, o índice de depressão e evasão escolar. Somado a isso, o aborto é uma decisão de algumas jovens - seja devido a imposições sociais e familiares, ou falta de condições financeiras da mesma. A série “Sex education”, disponível na Netflix, em sua primeira temporada, aborda, de forma pragmática, a situação de aborto vivenciada por Maeve, jovem de 17 anos, que devido à falta de condições financeiras e apoio familiar decide realizar o aborto.

Deve-se, portanto, com o intuito de reduzir o número de gravidez indesejada e atenuar seus impactos, implementar mudanças. Primeiramente, é necessário que o Ministério da Saúde, por meio de campanhas realizadas nas mídias sociais - principal meio de comunicação e formador de opinião entre os jovens atualmente - divulgue e enfatize a importância de adotar métodos contraceptivos, com o objetivo de reforçar a importância desse cuidado. Em adição, se faz necessário, através do Ministério da Educação, a obrigatoriedade de aulas sobre educação sexual no ensino básico - podendo o assunto ser adicionado às aulas de biologia, com o objetivo de formar uma sociedade mais informada e cada vez menos preconceituosa.