Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/03/2020
Evasão escolar, elevado índice de mortalidade materna, possibilidade de aborto espontâneo: são muitos os riscos e as consequências quando se trata de gravidez precoce no Brasil. Seja por falta de oportunidade, informação ou conscientização, o índice de gravidezes na adolescência é elevado, o que torna esse assunto pertinente no país.
Embora o número de adolescentes grávidas tenha diminuído 40% de 2000 para 2018, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a taxa de nascimentos de filhos de adolescentes com idades entre 15 e 19 ainda está elevada no Brasil em comparação à taxa mundial, sendo a maior parte desses casos apresentados em famílias com baixa escolaridade e de baixa renda, muitas vezes de moradores rurais ou periféricas.
Diante desse cenário, percebe-se que, além das consequências sofridas pela maioria das mães precoces, a qualidade de vida do filho também é afetada - incluindo se nascimento (muitas vezes ocorrido de maneira precoce) e as demais fases de sua vida - uma vez que há alta possibilidade dessa nova família ser financeiramente instável, levando em consideração, também, os casos de abandono paterno, que contribuem à instabilidade e favorecem à criança um desenvolvimento vulnerável a condições de pobreza.
Posto isso, cabe ao Ministério de Educação implementar nas escolas (desde o nível fundamental ao médio) maior número de campanhas de conscientização aos adolescentes sobre as consequências da gravidez precoce, bem como a exposição dos diversos meios de prevenção, para que a gravidez ocorra apenas de forma consciente e planejada, preservando assim a saúde física e emocional dos adolescentes. Afinal, por influir sobre toda vida, a educação exige sempre os maiores cuidados.