Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/04/2020
Na série “Elite” da Netflix, Marina é uma personagem de 16 anos que engravida e com isso tem que lidar com diversas complicações. Infelizmente não é só na ficção que casos como esse ocorrem, inúmeras meninas, hoje no Brasil, engravidam precocemente, devido não à falta de instruções por parte dos pais, mas também ao déficit na educação sexual escolar.
A priori, vale ressaltar que o assunto sexo ainda é considerado pela maioria das pessoas um tabu, pois por muito tempo foi tratado como algo impuro pela religião, que possuía forte influência na sociedade. Nesse contexto, o jornal “O Globo” fez uma pesquisa em 2018 que mostrou que 41% das jovens brasileiros nunca conversaram com os pais sobre sexo, o que atesta que esse assunto ainda é visto como algo proibido, fato que reflete na desinformação por parte dos jovens.
Outrossim, a Constituição Federal de 1988 diz que é dever do Estado oferecer educação, em todas as vertentes, a todos. Entretanto, ao se deparar novamente com os dados do jornal “O Globo”, é possível inferir que o Estado não cumpre sua obrigação, visto que 33% das jovens alegaram não ter educação sexual na escola. Além disso, segundo Kant “O homem é o que educação faz dele”, sendo assim, a falta de educação sexual para o indivíduo o torna inseguro e fragilizado, que muitas vezes o leva ao erro, como uma gravidez precoce que pode causar complicações à saúde e ao futuro da jovem despreparada.
É inegável, portanto, a necessidade de se atentar à problemática em questão. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação criar projetos instrucionais sobre educação sexual, por meio de palestras e aulas com os jovens e as famílias, a fim de quebrar esse tabu social e assim proporcionar mais informações a eles. Dessa forma, a nova geração entenderá o teor responsável do assunto e casos como o da Marina serão mais raros de acontecer.