Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Adolescentes de 12 a 19 anos no Brasil engravidam cada vez mais cedo, devido ao início de uma vida sexual precoce e sem a precaução necessária. Grande parte da população adolescente não conhece os métodos contraceptivos e mesmo os que conhece não os utiliza de forma adequada (o que torna sua eficácia reduzida). Há ainda aqueles que não têm acesso aos mesmos. Junto a isso existe uma falta de esclarecimento da família, escola, sociedade e governo, onde quando o assunto é abordado, é dado mais ênfase as doenças sexualmente transmitidas do que a prevenção da gravidez. Essa situação se agrava ainda mais na população pobre onde quase não existe infraestrutura.

Segundo Drauzio Varela “Muitos especialistas em saúde pública calculam que os índices de mortalidade infantil poderiam diminuir significativamente, se houvesse prevenção da gravidez na adolescência, no Brasil”. Quando há uma gravidez nesse período da vida são grandes os riscos para a mãe e o bebê. Pois pode lhes causar danos emocional, físico e estrutural. Quando a mulher que acabou de ser mãe procura emprego e fala que tem um filho é muito mais difícil ser admitida na vida profissional. A população tem um olhar maldoso para as mães adolescentes como se as mesmas fossem irresponsáveis. Então elas passam a enfrentar muitas dificuldades e nem sempre conseguem vencer na vida.

Hoje em dia as famílias estão muito ocupadas com trabalho e meio social, deixando os filhos entregues à vida sem nenhuma orientação, atenção e estrutura emocional. Contribuindo assim para a falta de conhecimento da sexualidade e tudo que ela pode acarretar aos adolescentes. Levando as meninas a engravidarem na fase da vida em que deveriam se preocupar com os estudos e em aproveitar a juventude.

É responsabilidade do governo, da sociedade, da escola e da família conscientizar as jovens sobre os perigos da relação sexual, como os DST e os IST, e da gravidez. Os riscos de morte durante o parto (tanto a mãe quanto o bebê) e da criança nascer com sequelas. Como também disponibilizar orientações e métodos contraceptivos na rede pública de saúde. Só assim será possível fazer com que as adolescentes não continuem engravidando de forma precoce no Brasil.