Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/04/2020
A gravidez na adolescência no Brasil é algo que existe em nossa sociedade a muitos anos e mesmo com o aumento de conscientização e campanhas, o índice continua alto. Atualmente, a maior parte dessas gravidezes acontecem na parte da população de menos renda, mostrando que as meninas que vem dessa faixa tem mais vulnerabilidade para passar por isso, sendo nem um pouco um motivo de orgulho ao país e mostrando que essa conscientização precisa alcançar principalmente elas.
Em primeira discussão, é importante ressaltar que a maior parte das meninas que engravidam na adolescência param os estudos. Em abril de 2019 a Organização das Nações Unidas liberou um relatório onde havia uma elevada incidência de gravidez na adolescência no Brasil, com a taxa de 62 adolescentes grávidas para cada grupo de mil, na faixa entre 15 e 19 anos. Com a grande quantidade de grávidas adolescentes também cresce a quantidade de garotas que largam a escola. Foi feita uma entrevista com mães adolescentes e uma delas, a Rayanne, que engravidou aos dezessete anos falou que que sua barriga começara a crescer e que todos na escola olhavam e pensavam - coitada, acabou com a vida. Além sofrer preconceito e tomar atitudes bem maduras para sua idade, elas também perdem a infância e a liberdade de poder escolher seu futuro.
Em continuação, o fato de muitas adolescentes após a gravidez criarem seu filho sozinhas, torna esse período bem mais difícil. O machismo, presente em todo o mundo até hoje pode sim ser relacionado de certa forma a essa circunstância do Brasil nesse assunto, isso porque não se mostra ao menino adolescente a ter uma responsabilidade de pai, se ao caso for necessário, e sim a ter muitas parceiras, por isso muitas vezes um único garoto engravida vária garotas e deixa-as cuidar sozinha da criança, tendo que depender de seus pais pelo sustento, o que dificulta ainda mais, pois como já foi discutido, a maior parte das grávidas adolescentes são de famílias da classe baixa da população. Torna-se mais difícil algo que por se, já não seria fácil.
Portanto, a gravidez na adolescência é muito mais do que uma garota que passa a ser mãe, e é preciso diminuir e combater os números desses índices, porque essas gravidezes possuem muitos malefícios. Para isso é preciso um maior investimento do Governo para realizar campanhas de conscientização, e principalmente fazer com que chegue a parte da população que realmente precisa e é mais vulnerável; também prezar pelo uso de contraceptivos, sempre disponibilizando-os gratuitamente. É preciso também que as famílias sempre conversem com seu filhos sobre o assunto e ensinem-os a agir com responsabilidade. Dessa maneira não haverá tamanha exuberância de gravidez na adolescência no país.