Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 09/04/2020

Segundo dados revelados pela OMS, a média latino-americana de bebês nascidos de mães adolescentes é de 65,5 por mil mulheres. Essa realidade, que infelizmente está fortemente presente em todo mundo, se mostra ainda mais agravada na sociedade contemporânea brasileira. Nesse sentido, é de suma importância a análise de como a falta de educação sexual nas escolas e de debates familiares contribuem para a gravidez na adolescência no Brasil.

Em primeira análise, é notório que a inexistência de uma sistema educacional que informe os jovens acerca da temática é um fator que contribui para o aumento das taxas de gravidez precoce no Brasil, visto que a educação sexual é um meio de conscientizar os adolescentes sobre as consequências de se engravidar durante a adolescência. Dessa forma, afirmou a psicóloga e doutora em educação pela UNESP Mary Neide Figueiró, de acordo com seus muitos anos de experiência, que menos de 20% das escolas públicas no Brasil tem educação sexual ampla e contínua no Ensino Fundamental . Assim, é comprovada a ineficácia do sistema brasileiro de educação para a prevenção da gravidez precoce.

Ademais, é notório que a falta de interação no ciclo familiar estimula o aumento de casos, na qual os pais, motivados pela vergonha ou inexperiência acerca do tema, deixam de alertar e conscientizar seus filhos, colaborando para que estes tomem o caminho para a o início da vida sexual muito cedo, e eventualmente, engravidando. Dessa forma, afirmou o filósofo e educador Paulo Freire, o diálogo é a base para a colaboração. Nesse sentido, a interação entre pais e filhos brasileiros mostra-se de extrema importância para o combate a gravidez precoce.

Em suma, tendo em vista essa problemática, são necessários meios de mitigá-la. Para tanto, o Ministério da Educação, através de palestras, aulas e conversas com orientadores, deve promover a educação sexual dos alunos brasileiros, afim de formar estudantes conscientes das consequências da temática. Somado a isso, a mídia, com seu poder de formar opiniões e espalhar a informação, deve promover a conscientização do restante da população, a partir de propagadas e alertas de seus usuários, com o objetivo de assim, liquidar a gravidez precoce em evidência no Brasil.