Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/04/2020
O período de vida de 10 a 19 anos, adolescência, é uma das fases mais importantes para a formação do indivíduo, porém inúmeras vezes, essa etapa primordial é “pulada” quando a gravidez ocorre na adolescência. Os problemas recorrentes desse ato não são apenas na saúde, tendo em vista que a gravidez é de risco, mas também têm caráter social.
Muitas jovens não têm acesso a métodos contraceptivos, ou seja, não sabem como evitar a gravidez. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), das 7,3 milhões de adolescentes que tornam-se mães a cada ano no mundo, 2 milhões têm menos de 15 anos. A difusão de anticoncepcionais entre os adolescentes é essencial para uma qualidade de vida melhor para essa geração e para as gerações futuras.
Na adolescência, o corpo não está totalmente preparado para receber uma nova vida, podendo gerar diversos problemas, tanto para a mãe, quanto para o bebê, caracterizando uma gravidez de risco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 20 mil meninas com menos de 18 anos dão à luz todos os dias em países em desenvolvimento, dessas, 200 morrem devido a complicações na gravidez ou no parto. Problemas na gravidez geram estresse e ansiedade, podendo causar depressão pós-parto e consequências para toda a vida.
Portanto, é imprescindível que as famílias dos jovens conversem e oriente-os sobre os riscos e problemas da gravidez na adolescência, já que é algo que pode acontecer com qualquer um. Para isso, é necessário, primeiramente, ter uma relação de confiança (construída com o tempo) com o adolescente, ele precisa sentir firmeza e compreender o que está sendo passado. A conversa é extremamente importante para que se crie a conscientização desde cedo. Desse modo, o Brasil será um país mais consciente.