Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/04/2020

No filme “Meus 15 anos” mostra as dificuldades que a adolescente Magdalena passa ao descobrir que está grávida aos 15 anos, ela é expulsa de casa e vai morar na casa de seus tios. Fato que se assemelha a boa parte das jovens brasileiras. A gravidez na adolescência e um problema que muitos jovens que estão iniciando suas vidas sexuais cada vez mais cedo acabam passando, a falta de educação sexual e ausência de debates familiares acerca do assunto agravam ainda mais a problemática no Brasil.

Segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada, IPEA, uma em cada cinco crianças possui mãe com idade entre 10 e 19 anos, o que demonstra quão altas são as taxas de gravidez adolescentes. Contanto, o aumento contínuo de casos de adolescentes que engravidam, na maioria das vezes, sem planejamento é evidente. Isso deve ser cessado, pois tem como consequência a completa alteração do projeto de vida de tais jovens.

A ausência de informação e acesso aos meios contraceptivos é um grande impasse à prevenção da gestação na adolescência - sobretudo entre meninas pobres e menos escolarizadas. É válido evidenciar a deficiência no acesso aos contraceptivos e às informações de como usá-los corretamente, dado que em determinadas regiões o alcance a esses métodos é precário, dificultando a prevenção.

Portanto, faz-se necessário, para os elevados índices de gravidez precoce no Brasil diminuírem, que o governo junto com o Ministério da Saúde criem projetos a serem desenvolvidos nas escolas, por meio de palestras, apresentações e atividades sobre educação sexual, que também envolvam as famílias, objetivando orientar e garantir o direito das adolescentes ao acesso à educação sobre sexualidade e destinar verbas para maior número de contraceptivos em todas as regiões.