Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/04/2020

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de gravidez em meninas entre 10 e 19 anos vem diminuindo nos últimos 12 anos, em 2004 foram registrados cerca de 660 mil partos com o bebê vivo e em 2015 este número foi reduzido a 546 mil partos. Embora haja a diminuição na quantidade de nascimentos, a gravidez na adolescência continua sendo um problema que precisa ser combatido no Brasil.

Em primeiro lugar, é necessário o auxílio tanto da família como da escola. A cerca disso, pode-se recorrer ao filósofo Émile Durkheim, a qual diz que para se tornar um sujeito autônomo deve-se ter uma socialização tanto da família, como de instituições secundárias, no caso, a escola. Pode-se estabelecer um paralelo entre a tese do filósofo e a situação da gravidez na adolescência visto que o jovem precisa de orientação da família e da escola para obter conhecimento em como se prevenir de uma possível gravidez. E ao deixar de ser informada, a menina fica mais propensa a engravidar, e o nascimento de um filho traz muitas responsabilidades.

Em segundo lugar, um adolescente não está pronto para lidar com as responsabilidades de ter um filho, porque muitos ainda são estudantes e ter um bebê requer muita da atenção dos pais e isso acaba  atrapalhando o estudo, fazendo com que muitos abandonem suas escolas/faculdades, levando-os a pobreza. Além disso, existe a taxa de mortalidade materna, que é uma das principais causas de morte em garotas entre 15 e 24 anos no continente americano. Em 2014 houveram 1.9 mil jovens que morreram devido a complicações na gestação, no parto e após o parto.

Sendo assim, é necessário haver mais medidas para evitar que adolescentes engravidem, desde métodos contraceptivos mais acessíveis à população jovem que por qualquer motivo não tenha acesso, sendo disponibilizados em postos de saúde gratuitamente, até aulas de orientação sexual que devem ser incluídas em instituições de ensino. Somado a isso, a família deve conversar com o filho sobre o inicio de uma vida sexual ativa e as proteções que devem ser tomadas, mesmo sendo embaraçoso citar tal assunto, é necessário lembrar os possíveis problemas que podem ser acarretados se não houver essa conversa.