Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/04/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os constantes casos de adolescentes que engravidam apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de programas educativos mais efetivos, quanto da falta de orientação dos familiares, sobre os perigos da relação sexual sem os preservativos.Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, a falta de maturidade dos adolescentes ao praticar relações sexuais sem proteção deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades,a falta de projetos com foco educativo nas escolas que abordem o tema citado com profundidade e coerência adaptado para a linguagem dessa faixa etária corrobora para tal problemática.Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de orientação dentro do próprio âmbito familiar em relação a tal como promotor do problema.Partindo desse pressuposto,Tal qual o início das relações sexuais vem sendo cada vez mais precoce e facilitada e a falta de orientação por parte dos pais é notória, o uso de técnicas contraceptivas passa a ser deixado de lado por muitos.Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de orientação dos familiares contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.Desse modo para a solução desse empecilho é dever do governo em parceria com as escolas criar campanhas educativas elaboradas e bem estruturadas para a maior orientação sobre a responsabilidade que percorre por trás das relações sexuais principalmente neste período da vida.Ainda cabe a mídia promover e divulgar campanhas publicitárias, ressaltando aos pais e aos adolescentes os problemas de uma gravidez sem planejamento neste período da vida.Partindo desse principio, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do da gravidez na adolescência, e a coletividade alcançará a Utopia de More.