Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 02/06/2020
No filme “Preciosa- Uma História de Esperança”, a protagonista engravida durante seu Ensino Médio e tem dificuldades financeiras, sociais e psicológicas ao longo de sua vida. Não distante dessa dramaturgia, há, atualmente no Brasil, muitos adolescentes que por falta de informações geram vidas e enfrentam as dificuldades de um amadurecimento precoce. Dessa forma, é notável a necessidade de alteração do quadro atual.
A priori, é imperioso destacar que há uma ausência muito grande dos pais na mediação de conhecimentos referentes às prevenções sexuais. Apesar disso, uma parcela de adolescentes do sexo feminino consegue informações através da internet, porém, o uso de preservativos é negligenciado pelo parceiro durante o ato sexual, evidenciando ainda mais o lapso de consciência entre os jovens. Torna-se mister, nesse sentido, a mudança desse panorama.
Outrossim, é imprescindível ressaltar que de acordo com o jornal “Globo Reporter”, 20% das crianças brasileiras são filhas de adolescentes que tem entre 10 e 19 anos. Diante disso, na maioria das vezes, os pais abdicam dos estudos e interrompem relações sociais devido à falta de tempo para cuidar dos filhos e trabalhar, tendo em vista que nem todos tem condições de arcar com todas as despesas sem remuneração. Nesse sentido, diversos problemas psicológicos como depressão podem ser desenvolvidos durante a adolescência devido à uma gestação indesejada. Por conseguinte, é preciso que tanto a gravidez precoce, quanto suas sequelas sejam evitadas.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde promovam a conscientização dos jovens, por meio de palestras com especialistas sexuais, e nelas, é preciso que estejam presentes tanto os alunos dos últimos anos do Ensino Fundamental e Médio, como com os pais desses. Além disso, é necessário que haja o enfoque da importância das precauções de uma gravidez, das consequências que ela pode trazer, quais os métodos contraceptivos e de que forma eles devem ser usados. Cabe ainda, aos profissionais da educação darem um enfoque maior aos adolescentes do sexo masculino e alertá-los da problemática que a infrequência do uso de preservativos pode trazer. Só assim, haverá uma diminuição nos índices de gravidez precoce no país e dificuldades como as vivenciadas por Preciosa, evitadas.