Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Define-se por gravidez precoce aquela que ocorre entre os 10 e 20 anos de idade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O tema em análise é de grande evidência no Brasil, pois é uma situação que envolve diversos aspectos sociais, no que se refere às suas causas e consequências.

O principal fator resultante na gravidez na adolescência é a falta de educação sexual, que deveria ser fornecida pelos pais e escolas. Isso, porém, não ocorre, dado que é um tabu, devido à crença de que educar aos jovens sobre o assunto os tornará sexualmente ativos. Por causa da falta de educação, muitos jovens não são alertados de que a vida sexual exige muita responsabilidade e correm um grande risco de contraírem DSTs e ficarem gestantes.

Ademais, a gravidez precoce é extremamente arriscada, pois a chance de uma pessoa de menos de quinze anos morrer por causas relacionadas à gravidez e ao parto é cinco vezes maior do que alguém na faixa dos 20 anos de idade. Isso é ainda mais preocupante quando é levado em consideração que a taxa de gravidez no Brasil é de 68,4 a cada mil mulheres e meninas entre 15 e 19 anos, ou seja: está acima da taxa mundial, que é de 46 a cada mil.

Outra consequência da gestação de adolescentes é a evasão escolar. A maior parte das jovens abandona os estudos por ter de cuidar dos filhos, trabalhar para sustentá-los, por vergonha, em razão dos preconceitos que sofrem, ou até a pedido ou sugestão dos seus namorados ou maridos. Isso resulta num comprometimento de seus estudos e oportunidades de trabalho, o que pode acabar agravando problemas como o desemprego e a desigualdade social.

Tendo visto que a gravidez na adolescência ainda é um problema comum no Brasil e com graves consequências, torna-se necessário que os órgãos competentes responsáveis pelas áreas da educação e saúde disponibilizem aos adolescentes as informações essenciais em aulas e palestras e melhorem o acesso aos preservativos, distribuindo-os também nas escolas, para que diminuam os casos de DSTs e gravidezes não planejadas ou indesejadas, e, consequentemente, os problemas deles originados.