Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos,(SINASC), em 2018 cerca de 15% do total de nascidos vivos foram de mães  com até 19 anos. Essa é uma realidade que está presente no Brasil há muito tempo. Um estudo feito pela Organização Pan Americana de Saúde, (OPAS),aponta que a gravidez na adolescência é mais frequente em mulheres de baixa renda,escolaridade e acesso a serviços públicos. Com base nessas pesquisas,pode-se concluir que a gravidez precoce é uma problemática relevante, pois afeta a população e a economia.

Tendo que cuidar do filho, as mulheres tendem a largar os estudos. Sem o ensino,elas não se qualificam para o mercado de trabalho, causando, assim, a dependência econômica aos pais. Outro fator são as implicações que as jovens podem ter durante o parto,como o aborto espontâneo, que podem desistabilisa-las emocionalmente,prejudicando seu psicológico.

Ademas, o Brasil elevaria sua produtividade em 3,5 bilhões de dólares se as jovens adiassem a gravidez para depois dos 20 anos,segundo o relatório Situação da População Mundial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), de 2013. Com esse dado pode-se tem uma noção da relação entre a gravidez na adolescência e a economia brasileira. A primeira agrava o desemprego, e com a falta de pessoas trabalhando, a condição financeira do país diminui.

Diante do que foi dito anteriormente, a gestação durante a adolescência afeta a sociedade e a condição econômica brasileira. Isso precisa ser contido. Para tal, é indispensável a ajuda das ONG’s na construção de projetos de conscientização, para que as pessoas de baixa renda se previnam. Além disso, é necessário que o governo dite dias para doação de anticoncecionais,impedindo as jovens de terem filhos antes da hora. Talvez assim,essa problemática se suavise.