Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/04/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação e ao bem-estar social. No entanto grande parte da sociedade não tem acesso a esses direitos e acabam por exemplo engravidando inesperadamente. Nesse contexto, não há dúvidas de que a gravidez na adolescência é um desafio no Brasil, o qual ocorre, não só por causa da negligencia estatal com à falta de informação nas escolas, mas também com os núcleos familiares evitando abordar essa temática.
Primeiramente cabe destacar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contido, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na gravidez na adolescência. De acordo com o Governo Federal na semana de conscientização da Prevenção a gravidez na adolescência, cerca de 18% dos brasileiros nascidos são filhos de mães adolescentes. Diante do exposto, é inadmissível que os brasileiros aceitem tal descaso do estado acerca da atual situação.
Faz-se salientar também que, a falta de abordagem da temática nos núcleos familiares serve para impulsionar a problemática. Parafraseando Rousseau, um famoso filosofo suíço, o homem é fruto do meio que está inserido, portanto, ao não ser comentado, o assunto acaba sendo banalizado e assim pouco prevenido levando então as suas consequências possíveis como a gravidez. Diante de tal contexto, cabe as famílias quebrarem este “tabu” e alertarem aos filhos do perigo de ter relações sexuais sem o uso adequado de preservativos.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificações de políticas que visam à construção de um mundo melhor. Portanto o ministério da educação deve capacitar os professores por meio de cursos online e presenciais com a participação de profissionais com materiais didáticos específicos, espera-se que com essa qualificação o ensino público comesse a abordar tal temática para que a médio e longo prazo a população se torne mais conscientizada e as próximas gerações tratem com mais naturalidade tal temática. Dessa forma, o Brasil poderia superar a gravidez na adolescência.