Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/04/2020

“Gravidez na adolescência em evidência no Brasil”

De acordo com dados divulgados pela OMS, o número de nascimentos entre adolescentes brasileiras de 15 à 19 anos é de 68 a cada mil. Esses números demonstram que o problema da gravidez na adolescência está presente de forma complexa na realidade brasileira. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de conhecimento e da base educacional lacunar.

Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de conhecimento é um grande responsável pela complexidade do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se os adolescentes não têm acesso à informação séria sobre a gravidez precoce , sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Em consequência disso, surge a questão da ineficiência da base educacional lacunar, que intensifica a gravidade da problemática. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange à gestação na juventude, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola e a família não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo ao dia a dia debates que ajam na resolução da questão.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Para que isso ocorra, o MEC devem desenvolver palestras em escolas e nas redes sociais, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, sendo eles psicólogos e sexólogos, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a gravidez na adolescência e erradicar esse problema. Dessa maneira, a proposição de Kant será concretizada na realidade brasileira.