Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/05/2020
A gravidez na adolescência ainda é comum no Brasil, e apesar dos números terem diminuído nos últimos anos, ainda permanecem preocupantes. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 2% dos bebês que nascem no Brasil são de mães adolescentes, com maior concentração desse índice em regiões mais pobres. Dessa maneira, pode-se concluir que a falta de acessibilidade e de informação, auxiliam consideravelmente com a gravidez precoce. Sob tal ótica, o principal agente da problemática, é o subdesenvolvimento de muitas regiões brasileiras, o que colabora para a falta de recursos, e, logo, de distribuição de anticoncepcionais ou preservativos. Nesse sentido, temos que o acesso aos métodos contraceptivos é parcial para a população nacional. Dessarte, os adolescentes afetados por essa escassez, ficam prejudicados, pois, em muitas das vezes precisam abandonar o âmbito escolar para assumir a vida de mãe, o que exclui a perspectiva de futuro das jovens, aumentando assim, a desigualdade entre classes. Outrossim, o conhecimento e a administração correta dos métodos contracepctivos evita os altos índices de gravidez precoce. Entretanto, a informação também é restrita e, assim, ligada as regiões mais pobres, visto que os meios midiáticos não alcançam parte das famílias brasileiras, e os adultos, em sua maioria não fornecem a educação sexual que os adolescentes precisam. Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, corroborando a idéia de que o conhecimento da existência dos métodos contraceptivos, bem como o seu manuseio correto, é extremamente importante para evitar a gravidez na adolescência. Ademais, a vida social dessas mães fica abalada, visto que, quando abandonam o âmbito escolar, ficam restritas à responsabilidade materna, e, logo, à família, resultando em uma cultura limitada. Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática. O Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Saúde, devem colocar a educação sexual no currículo escolar, como maneira de orientar os adolescentes do manuseio correto dos métodos contraceptivos. Isso deve ser viabilizado por meio de palestras de pouca duração, para que não prejudique outras matérias, bem como, respeitar a idade mínima para receber essas informações, que deve ser destinadas apenas aos pré-adolescentes até a conclusão do Ensino Médio. Ainda, tais órgãos devem garantir o acesso integral aos métodos, instalando novos postos de sáude em áreas carentes e fornecendo estoques dos mesmos. Além disso, o apoio às mães precoces deve ser instalado, pelos mesmos agentes, com a construção de creches públicas para que possa ser dada a continuidade aos estudos. Dessa forma, alcançaremos um índice de gravidez na adolescência cada vez menor, bem como, o apoio as que já são mães, restituindo suas vidas escolares.