Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/05/2020
A gravidez na adolescência ainda é comum no Brasil, e apesar dos números terem diminuído nos últimos anos, ainda permanecem preocupantes. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 68,4 a cada mil dos bebês que nascem no Brasil são de mães adolescentes, com maior concentração desse índice em regiões mais pobres. Dessa maneira, pode-se concluir que a falta de acessibilidade e de informação, auxiliam consideravelmente com a gravidez precoce.
Sob tal ótica, o principal agente dessa problemática é o subdesenvolvimento de muitas regiões brasileiras, que colabora para a falta de recursos, e, logo, a de distribuição de anticoncepcionais ou preservativos. Nesse sentido, temos que o acesso aos métodos contraceptivos é parcial para a população nacional. Dessarte, as adolescentes afetadas por essa escassez, ficam prejudicadas, já que em muitas das vezes precisam abandonar o âmbito escolar para assumir a vida de mãe, o que exclui a perspectiva de futuro das jovens, aumentando assim, a desigualdade entre classes.
Outrossim, o conhecimento e a administração correta dos métodos contraceptivos, evita os altos índices de gravidez precoce. Entretanto, a informação também é restrita ,e assim, ligada as regiões mais pobres, visto que os meios midiáticos não alcançam parte das famílias brasileiras, e os adultos, em sua maioria não fornecem a educação sexual que os adolescentes precisam. Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, corroborando a ideia de que o conhecimento da existência dos métodos contraceptivos, bem como o seu manuseio correto, é extremamente importante para evitar a gravidez na adolescência.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática. O Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Saúde, devem colocar a educação sexual no currículo escolar, como maneira de orientar os adolescentes do manuseio correto dos métodos contraceptivos. Isso deve ser viabilizado por meio de palestras de pouca duração, para que não prejudique outras matérias, bem como, respeitar a idade mínima para receber essas informações, que devem ser destinadas apenas aos pré-adolescentes até a conclusão do Ensino Médio. Ainda, tais órgãos devem garantir o acesso integral aos métodos, instalando novos postos de saúde em áreas carentes e fornecendo estoques dos mesmos. Além disso, o apoio às mães precoces deve ser instalado, pelos mesmos agentes, com a construção de creches públicas para que possa ser dada a continuidade aos estudos. Dessa forma, alcançaremos um índice de gravidez na adolescência cada vez menor, restituindo suas vidas escolares.