Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 10/05/2020
Há nos últimos anos números crescentes em casos de gravidez na adolescência. Tais números que estão intimamente ligados a fatores como pobreza, falta de acesso à informação e evasão escolar. Tal quadro, embora preocupante, contém saídas: conscientização e políticas públicas.
O Brasil tem sua história marcada por desigualdades que facilmente dividem a população em massas, algumas pobres, com recursos escassos, e outra miseráveis, contando com pouco ou nenhum acesso a recursos básicos. Em um cenário assim o direito humano de uma educação de qualidade se faz precário ou nulo, abrindo espaço para tabus, mitos e manipulações erronêas do conhecimento, culminando e alimentando mazelas como os quadros de grávidez precoce. As crenças populares que tanto serviram para a formação da mentalidade brasileira, encontram-se séculos atrasadas, dentre elas aquelas que pregam a ideia de que virgens não podem engravidar.
Essa lógica gera, portanto, acontecimentos como a evasão escolar, que diminui ainda mais a possibilidade de superação do problema. Estudos recentes vinculados a ONU apontam que quanto maior o grau de escolaridade de uma mulher, menor o número de filhos. Em nosso território, o analfabetismo começou a ser superado há poucas décadas, atrelado a isso os piores índices de educação do mundo, em especial na rede pública, onde encontra-se a maioria da população, fazendo com que a escola para tantos perca função, e sem conhecimentos básicos, informações simples como aquelas a respeito de anticoncepcionais e sua utilidade, tornam-se vagas, confusas e, inevitavelmente, pouco úteis, quando não inúteis, roubando a infância não só daqueles que ocuparão os papéis de genitores como o do nascente, que se encontrará envolvido e imerso no mesmo meio despreparado.
Dado o exposto, urge a necessidade da alteração das mentalidades e da oferta digna de educação, cabendo ao Ministério da Educação investimentos maiores e replanejamento educacional, principalmente aos mais pobres. É também de suma importância que o Ministério da Mulher, Familía e direitos humanos crie programas em parceiria com a comunidade médica, para informar de forma didática a população, cabendo por fim as mídias acessíveis tais como os canais de televisão em rede aberta, durante o horário nobre, informar e reproduzir as mensagens a população, da importância e das formas de obtenção as medidas adotadas.