Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/05/2020

O filme “Juno” que estreou em 2007, retrata a vida de uma menina de 16 anos que engravidou de seu melhor amigo acidentalmente, e as dificuldades que ela enfrentou para lidar com a situação tanto no seio familiar, como na comunidade. Nesse sentido, essa ficção assemelha-se à realidade, uma vez que o índice de gravidez na adolescência tem sido frequente no Brasil, sendo necessário discutir sobre as causas, a fim de encontrar possíveis medidas para amenizar essa maternidade precoce que possui como consequência a evasão escolar.

Convém analisar, inicialmente, segundo o documentário produzido pelo Ministério da Saúde sobre a gravidez na adolescência, mais de 500 mil crianças eram de meninas entre 10 e 19 anos. Nessa lógica, um dos principais fatores que contribuem para essa estimativa é a falta de informação sobre a sexualidade, visto que é tratada como tabu na sociedade, ou seja, ocorre a censura desse assunto por ser considerado polêmico ou indecente. Por consequência disso, a falta da educação sexual entre os jovens seja por parte da família ou na escola, pode resultar na maternidade precoce, já que o desconhecimento sobre método contraceptivos e sua eficácia corrobora no aumento de meninas com idade menos que 19 anos gravidas.

É válido comentar, por conseguinte, que de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, a gravidez na adolescência dificulta a permanência da aluna nas instituições de ensino seja pelo julgamento que ela sofre dos indivíduos ou pela falta de disposição para frequentar as aulas, o que caracteriza a evasão escolar. Sendo assim, uma vez que essa adolescente possui a formação educacional interrompida, a qualidade de vida também pode ser afetada, pois os melhores postos no mercado de trabalho cada vez mais exigem do sujeito uma qualificação. Logo, a maternidade precoce pode comprometer a educação dessas jovens de modo a prejudicar a ingressão nas faculdades e ,consequentemente, nos melhores serviços.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para combater a gravidez na adolescência. Outrossim, Cabe ao Ministério da Educação incluir na grande curricular das escolas assuntos voltados à educação sexual por meio de matérias como biologia que discutam, retratem e expliquem sobre a sexualidade com intuito de disseminar o conhecimento sobre métodos contraceptivos e seu uso para diminuir a incidência da maternidade precoce. Ademais, a Mídia deve propagar nos canais de comunicação a importância da família em discutir com os filhos sobre a gravidez na adolescência por intermédio de novelas que retratem a dificuldade que a jovem sofre ao passar por isso a fim de que esse assunto pare de ser tratado como um tabu e seja corretamente discutido para amenizar essa gestação.