Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/05/2020
A gravidez na adolescência é um fenômeno que vem crescendo no Brasil, portanto é motivo de preocupação devido às consequências devastadoras que pode causar tanto para a criança quanto para os pais adolescentes, seja por problemas socioeconômicos, seja por uma educação sexual ineficiente. Diante da gravidade desta questão, urge a mobilização do Estado e da sociedade para seu efetivo combate.
Em primeiro lugar, é possível afirmar que a gravidez precoce é muitas vezes encarada de forma negativa do ponto de vista social e financeiro das adolescentes e suas famílias. Isso se deve principalmente pelo fato que a maioria das meninas que engravida abandona os estudos para cuidar do filho, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares, além de muitas serem desamparadas pelo próprio parceiro. Esses fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto à mãe como à criança e contradiz o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente no artigo 7- que toda criança e adolescente têm direito a condições dignas de existência e ao bem estar social. Desse modo, fica claro a importância de ações para um planejamento reprodutivo seguro, para que, tal perverso impasse seja elucidado.
Outrossim, é cabível salientar que, o Brasil apresenta elevados índices de adolescentes grávidas. Embora haja uma Política Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência instituída pelo governo, por meio da lei nº 13.798, essa prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, visto que, segundo dados divulgados pelas Nações Unidas, a taxa de gravidez na adolescência no país é de 68,4 para cada mil meninas, superior a taxa mundial de 46. Tal fato está diretamente relacionado a uma metodologia de ensino pouco eficiente, uma vez que, a maioria das jovens não sabe prevenir-se de forma adequada, não compreendendo o funcionamento de cada método contraceptivo, utilizando-o de maneira errônea ou abandonando seu uso por questões pessoais.Diante disso, é fundamental garantir o êxito da campanha nacional e reduzir as taxas de gravidez não intencional nessa faixa etária.
Portanto, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, direcionar maiores investimentos para contratação de profissionais com o objetivo de orientar os jovens e as famílias, mediante a criação do “dia da saúde” com palestras nas comunidades e escolas com o intuito de proporcionar espaços de diálogos com aprendizagem e esclarecimentos relacionados ao uso dos métodos contraceptivos e promover a reflexão sobre as mazelas de uma gestação precoce.Cabe ainda, estabelecer parceria com o Conselho tutelar a fim de zelar pelos direitos das crianças e dos adolescentes, como é previsto por lei.Assim, será possível garantir o desenvolvimento saudável da sociedade.