Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/05/2020

Na série ‘‘Gilmore Girls’’, é retratada a narrativa da jovem Lorelai Gilmore que engravida aos 16 anos e foge de casa para criar a filha como queria. Infelizmente a narrativa não destoa da realidade brasileira, na qual, a gravidez na adolescência está em evidência. Sendo assim, é de suma importância analisar como a falta de informações acerca de métodos contraceptivos e o ‘‘Tabu’’ na abordagem do assunto no núcleo familiar interferem nessa problemática, com o fito de mitigá-la.

Primeiramente, segundo a Doutora Philipa Gordon, pediatra que atende adolescentes, as meninas hoje recebem mais informações sobre doenças transmitidas sexualmente, nas aulas de saúde na escola, do que sobre prevenção de gravidez. Isso comprova a desinformação acerca dos métodos contraceptivos e a inexistência da discussão sobre a preservação. Do mesmo modo, segundo o Jornal da USP, os jovens brasileiros iniciam as atividades sexuais entre os 13 e 17 anos e, a partir desse dado, percebe-se a necessidade de programas informativos.  Porém, a falta de atividades em postos de saúde e publicidades, por exemplo, resulta em descuidos por causa da desinformação acerca das consequências da prática sexual desprotegida.

Outrossim, a falta de educação sexual hoje induz as gerações futuras a praticarem os mesmo atos. Sob esse viés, o filósofo Paulo Freire destaca a capacidade da educação em gerar mudanças sociais. Entretanto, com o tabu existente que esbarra em diferentes faixas etárias e orientações sexuais, o assunto não é discutido, principalmente no núcleo familiar, o lugar criado para a obtenção de conhecimento e maturidade. De forma análoga, sendo a família a instituição responsável pela formação moral do indivíduo, quando deixa de exercer esse papel pode ocasionar o aumento de jovens que experimentam na prática os malefícios de uma vida sexual irresponsável.

Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação impor em instituições de ensino o papel de empreender reflexões sobre o dilema, por meio de palestras educativas sobre métodos constraceptivos com dados estatísticos e relatos de mulheres que passaram pela gravidez na adolescência, tendo como alvo não só os jovens mas também os pais. Com a finalidade de conscientização dos adolescentes à uma vida sexual responsável, demonstrar aos pais a importância do diálogo no núcleo familiar e principalmente para que se desprendam de pensamentos preconceituosos ao se discutir sobre o tema. Espera-se, com essas medidas que a gravidez na adolescência no Brasil seja freada.