Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/05/2020
O documentário brasileiro “Meninas: gravidez na adolescência”, dirigido por Sandra Werneck em 2006, conta a história de quatro adolescentes de baixa renda que engravidaram precocemente e o despreparo das famílias em abordar o assunto sexualidade. Contudo, esse cenário ainda é uma realidade no país devido não só à desinformação do jovem, dos pais e da escola, como também pela negligência quanto ao uso do preservativo. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover ações preventivas e educativas em saúde sexual na sociedade.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que a falta de informação e diálogo sobre sexualidade entre as famílias e a escola ainda é um tabu, contribuindo para o aumento de casos de gestação precoce. Apesar do governo promover a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, com o intuito de disseminar medidas preventivas para reduzir a incidência de gestantes jovens, os índices ainda são altos. Prova disso, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é um dos países que mais registram casos de nascidos entre adolescentes, ficando atrás somente da Venezuela e Bolívia. Nesse sentido, nota-se que as ações de divulgação não estão atingindo o público esperado.
Ainda convém lembrar que a falta de conhecimento sobre métodos preventivos também estão entre as principais causas para uma gestação indesejada. Assim como foi relatado no documentário, os jovens sabem que existem alternativas de evitar uma gravidez, porém devido a baixa escolaridade ou a condição de vulnerabilidade em que vivem, não fazem uso dos preservativos ou usam de maneira incorreta. Além da fertilidade, também estão susceptíveis a contraírem doenças sexualmente transmissíveis.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir a incidência de gravidez na adolescência. O Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos em parceria com as escolas devem promover palestras educativas através de reuniões regulares entrem pais e filhos, com o intuito de oferecer conteúdo que promova educação em saúde sexual e reprodutiva com a finalidade de quebrar o tabu que existe nessa relação. Adicionalmente, a mídia, como grande difusora de informação, poderia elaborar propagandas com conteúdos informativos sobre a importância do uso dos métodos contraceptivos, com o proposito de conscientização social sobre o assunto.