Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/05/2020
No livro “Clara dos Anjos” de lima Barreto, Clara,a personagem principal,tinha dezesseis anos e engravidou de Cassi, que a abandonou. Apesar desse ser um livro que denuncia os problemas cotidianos do século XX, a situação contada ainda é bastante presente na vida de muitas adolescentes, principalmente de classes mais pobres. Assim, devido ao fato de ser uma realidade muito antiga e por causar grandes consequências às meninas que engravidam, deve-se debater as causas da gravidez na adolescência no Brasil. Essas causas que contribuem para essa problemática são as ações ineficazes do governo e a falta de informação.
Convém ressaltar,a princípio, a ação deficitária do governo, que embora tenha divulgado uma campanha a favor da abstinência sexual e tenha disponibilizado camisinhas nos postos de saúde, não possui atitudes mais efetivas para a prevenção da gravidez precoce. Isso é comprovado pela alta taxa de fecundidade no Brasil, que segundo a ONU, está acima da média mundial. Nesse sentido, observa-se que os altos números de adolescentes grávidas no país demonstram que as ações governamentais tomadas para prevenção são ineficazes, pois não foram capazes de diminuir esse número, é com essa não diminuição, haverá um alto índice de mortalidade infantil entre as mães mais jovens e outras consequências, evidenciando o grande problema de saúde pública que essa situação é.
Vale ressaltar também a falta de informação,que auxilia essa problemática,visto que o sexo, muitas vezes, é considerado um tabu pelas famílias, que não abordam esse assunto e não aceita que a escola o aborde nas aulas de educação sexual,por acreditar que é a família que deve falar sobre isso, mas vêem na conversa um incentivo às adolescentes a fazerem sexo,gerando um paradoxo. Essa não informação da juventude é observada na pesquisa “O conhecimento e proteção das jovens brasileiras a respeito e DSTs e gravidez não planejada”, em que é divulgado que 41% das jovens não conversam sobre sexo com os pais e 33% não tiveram acesso à educação sexual. Desse modo, percebe-se que a influência desse paradoxo, ou seja, muitos pais não conversarem com seus filhos sobre isso e nem aceitam que eles tenham aula de educação sexual,gerando a falta de conhecimento deles.
Portanto, deve-se debater as causas da gravidez na adolescência no Brasil,colocando-as em evidência. Logo,cabe ao ministério da saúde-órgão responsável pela saúde pública- fazer palestras voltadas ao jovens nas escolas sobre sexo e proteção, por meio de associações com o ministério da educação, a fim de conscientizar a juventude sobre o assunto. Além disso, o ministério da educação deve tornar as aulas de educação sexual obrigatórias, a fim de que se diminua a falta de informação sobre o assunto. Dessa forma, espera-se que se tenha menos “Claras” no Brasil.