Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/06/2020
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.” Essa afirmação da filósofa existencialista Simone De Beauvoir pode servir de metáfora à gravidez na adolescência em evidência na sociedade brasileira, uma vez que, por mais escandalosa que seja essa situação, poucos são os esforços destinados a resolvê-la. Assim, torna-se imprescindível discutir sobre o tema a fim de minimizar os fatores motivacionais.
A princípio, a falta de instrução e escolaridade permitem que os jovens não tenham consciência da prevenção e dos riscos à gravidez. Corroborando essa tese, as ideias de Maquiavel a respeito de que as ações humanas são condicionadas pelo meio social onde esses estão inseridos explica esse fato, porque a falta de conversa familiar a respeito do ato sexual e de como se prevenir, o ensino público de baixa qualidade e a falta de investimentos governamentais voltados para a juventude são estímulos ao descaso no tocante à prevenção. Dessa maneira, é fundamental que todas essas instituições sociais estejam integradas para fundamentar um aporte psicológico no jovem.
Outrossim, é fundamental que os riscos à mãe adolescente sejam mostrados como forma de conscientizá-las da necessidade de prevenir a gravidez precoce. Nesse sentido, além de alterar toda a vida estudantil e laboral dos cidadãos em desenvolvimento que se tornam pais, a concepção pode ser letal à futura mãe por complicações pré e pós parto. Comprovando esse fato, apenas no estado de São Paulo, em 2014, morreram 3464 gestantes com menos de 15 anos, de acordo com o site: “acidadeon.com”. Destarte, deve-se criar medidas que contornem esse trágico índice, no intuito de proteger, não só o futuro dos jovens, bem como sua vida.
Portando, medidas são necessárias para atenuar essa questão. A fim de alterar a baixa instrução das pessoas com menos acesso a ela, seria essencial que o Ministério da Educação promovesse palestras com os pais, os jovens e o corpo docente das escolas sobre métodos contraceptivos, com o auxílio de psicólogos e especialistas no assunto. Além disso, o Ministério da Saúde poderia investir nos exames pré-natais às gestantes, com a compra de aparelhos e a contratação de pediatras, visando garantir um processo pós-parto mais saudável e menos arriscado. Dessa maneira, esse escândalo deixaria de afligir a juventude brasileira.