Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/11/2020

O (Des)conhecimento que Transforma

Apesar do grande avanço científico relacionado aos métodos contraceptivos, a gravidez na adolescência é uma preocupante constante na sociedade brasileira, aproximadamente 20% dos nascidos são filhos de adolescentes (Datasus), um número altíssimo dada a gravidade da situação. Essa realidade gera impactos socioeconômicos significativos à vida da mãe, os quais poderiam ser evitados caso houvesse maior abertura à temática entre as famílias e nas escolas.

Em primeiro momento, é de suma importância ressaltar como a ausência de debate intensifica os casos de gravidez na adolescência. Nesse sentido, uma sociedade marcada pelo “tabbu” relacionado ao sexo muitas vezes não abrange esse assunto com os mais jovens. Tal comportamento faz com que os jovens não tenham pleno conhecimento de como se proteger corretamente durante o ato sexual, assim como, os riscos do sexo sem proteção.

Ademais, como consequência da ausência de informações, nota-se o grande contingente de mães menores de idades. Essa conjuntura gera intensos danos socioeconômicos, segundo o Ministério da Saúde 76% das grávidas adolescentes desistem da escola e, dessa forma, são impedidas de conquistarem melhores condições relacionadas ao trabalho e a educação. Além disso, a gravidez na adolescência é um risco a vida, pois o corpo da adolescente não está pronto para gerar uma criança, fato que pode gerar a morte de ambos.

Infere-se, portanto, que a gravidez na adolescência é uma problemática que gera danos severos. Todavia, medidas podem reverter essa situação. Em primeiro momento, o Ministério da educação pode promover aulas de educação sexual aos estudantes com mais de 12 anos, de forma semanal, por meio de parceria com psicólogos e sexológos, a fim de que os jovens possuam conhecimento e se previnam corretamente. Além do mais, é necessário que o Ministério da Educação também invista em creches no período noturno, por meio de parceria com ONGs, com o propósito de que a mãe possa continuar seus estudos durante esse período. Somente por meio dessas ações será possível refletir os avanços científicos na vida dos jovens e garantir que o desconhecimento não gere mais gravidezes indesejadas.