Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 17/06/2020
Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, o Brasil tem uma das taxas de gravidez adolescente mais altas do mundo, com sessenta e oito nascimentos para cada mil meninas de quinze a dezenove anos. Entretanto, tal realidade pode ser prejuducual e trazer consequências negativas à vida dessas jovens que têm filhos precocemente, principalmente àquelas que são pobres e não possuem estrutura necessária e ideal para cuidar de um bebê. Dessa forma, visto que tais impactos podem acarretar problemas psicosociais, financeiros e até de saúde, por complicações durante e após parto, nessas meninas, algo deve ser feito para diminuir a taxa de gravidez adolescente no país.
Atualmente, existem muitos métodos e diversas tecnologias que possibilitam a prevenção de uma gravidez indesejada, como uso de camisinhas, pílulas e injeções contraceptivas, e cirurgias. Porém, o número de casais adolescentes que se tornam pais acidentalmente ainda é grande. À luz disso, pode-se afirmar que esses jovens não foram informados e alertados corretamente das responsabilidades e desafios que envolvem criar um filho, ou de como se prevenir de tal situação é possível e fundamental, quando uma gravidez é malquista. Contudo, tal problema se deve pelo fato da questão sexual no Brasil ainda ser um tabu e, por isso, não abordada corretamente pelas escolas e pais desses jovens.
Todavia, a gravidez adolescente pode trazer inúmeros impactos negativos a vida dos pais e avós da criança, que assumem a responsabilidade de criá-la. Muitas vezes as mães adolescentes, que possuem renda baixa e não têm condições de empregar alguém para cuidar de seus filhos, se veem forçadas a abandonar a escola e o trabalho e dedicar esse tempo à seus bebês. Tal situação é ilustrada no documentário “Meninas: Gravidez na Adolescência”, no qual mostra a vida de jovens, que moram na periferia do Rio de Janeiro, e suas dificuldade e impecilhos durante a gravidez e depois do parto. No documentário as meninas se afastam dos estudos, cursos e atividades de lazer e adquirem diversas dívidas, provenientes das despesas necessárias para criação da criança.
Portanto, com o objetivo e frear essa alta taxa de gravidez adolescente, as Escolas devem, por meio de aulas sobre educação sexual, informar e mostrar a importância da adoção de métodos contraceptivos para estudantes que possuem vida sexualmente ativa, expondo as consequências e resrições que ter um filho pode acarretar na vida dos futuros pais. As aulas devem ser obrigatórias a partir do sexto ano do ensino fundamental, na qual os alunos estão com doze anos de idade e, portanto, iniciando a adolescência. Além disso, os cursos devem ser realizados por profissionais na área da saúde, como ginecologistas e psicólogos. Desse modo, os chances de ocorrer uma gravidez precoce irão diminuir entre os adolescentes, que vão estar mais conscientes e informados.