Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 27/06/2020

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado enquanto nenhuma força é exercida sobre ele. Fora a física, é possível perceber a mesmas condições na questão da gravidez na adolescência, que segue sem solução na sociedade brasileira. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude da falta de debate e irracionalidade dos afetados.

Primeiramente, é valido destacar o tabu que está presente na temática. Nesse sentido, Hebermas traz contribuição relevante ao dizer que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que a gravidez precoce seja solucionada faz-se necessário debate-lo. Pois, muitas famílias acham incoerente a discussão o que só aumenta o silenciamento.

Consequentemente, a irracionalidade causada ainda é um grande impasse para a solução da problemática. Nesse viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Ou seja, se os adolescentes não têm acesso a informações profissionais sobre sexo e suas consequências (nesse caso, a gravidez) suas visões serão ditadas por ações midiáticas que estão bem distante da realidade o que dificulta a diminuição do problema.

Fica claro, portanto, que ações devem ser desenvolvidas para solução desse entrave. Logo, o Ministério da Saúde deve em parceria com as secretárias de assistência social de cada município proporcionar a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas em semanas culturais dos colégios. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas com teatros, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras com sexólogos que orientem a questão da gravidez prematura para os jovens e seus familiares, com embasamento científico, afim de efetivar a elucidação da população sobre o tema. Assim, a sociedade sairá de sua inércia.