Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/06/2020
No filme Juno, a personagem principal é uma jovem de 16 anos que engravida do melhor amigo, ela decide ter a criança e entregar para um casal adotivo. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, a taxa de adolescentes grávidas aumenta cada dia mais. Isso ocorre tanta pela falta de informações sobre métodos contraceptivos, quanto pelo aumento do abuso sexual infantil.
Primeiramente, vale ressaltar que o desconhecimento sobre como se proteger na hora do sexo tem sido um tabu para muitos jovens. Torna-se evidente a ineficácia do governo em disponibilizar profissionais da saúde para a disseminação do assunto em todas as escolas. Segundo a revista Adolescência e Saúde, os adolescentes possuem conhecimento acerca dos métodos contraceptivos, porém não sabem com administrá-los corretamente. Nesse sentido é extemamente necessário não apenas divulgar informações, mas sim mostra-lás na prática.
Por conseguinte, a violência sexual também é um importante fator para o aumento crescente de gravidez precoce. Desse modo fica claro o descaso da Segurança pública para com essas vítimas. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2011 e 2016, 1875 meninas entre 10 e 14 ficaram grávidas em decorrência de abuso sexual no Brasil. Consequentemente, muitas dessas jovens são obrigadas a sair da escola e sustentar os filhos, aumentando o índice de evasão escolar.
Portanto para combater a gravidez na adolescência no Brasil, o Ministério da Educação deve promover o aperfeiçoamento na grade curricular escolar, por meio de investimentos em profissionais da saúde, como sexólogos, para administrarem aulas na rede pública sobre educação sexual, ensinando a como se proteger durante a relação e os benefícios de se usar proteção evitando doenças sexualmente transmissível. Ademais é
necessário aumentar o número de policiais e psicólogos afim de auxiliar e proteger vítimas de abuso sexual. Somente assim a taxa de gravidez precoce diminuiria e meninas como Juno não se tornaria tão comum.