Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 23/12/2020
A gravidez na adolescência é um fato cada vez mais comum na sociedade atual. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada, a cada cinco crianças possui mãe com idade entre 10 e 19 anos. Essa situação ocorre, pois esse assunto é visto como proibido entre muitas famílias. Logo, quando adolescentes são submetidas precocemente a viver essa nova fase da vida, muitas vezes, desenvolvem problemas psicológicos.
De início, é importante ressaltar que quando indivíduos dessa faixa etária não têm conhecimento das informações, tudo torna-se mais complicado, em razão desses não terem noção dos perigos que correm. Entretanto, muitas famílias ainda tratam a gravidez como um tabu, pelo fato de acharem que dar espaço para esse assunto pode incentivar os adolescentes terem relações sexuais. Conforme Ana Maria Costa, médica pediátrica, é preciso que os pais aproximam-se dos filhos, que a questão do acesso aos métodos contraceptivos esteja presente no vínculo familiar. Dessa forma, ao tratar quesitos importantes abertamente com os jovens, ajuda muito a prevenir o problema, uma vez que dúvidas poderão ser questionadas sem medo ou vergonha.
Ademais, ao viverem essa situação, muitas meninas desenvolvem danos mentais. Segundo uma pesquisa da Scielo, cerca de 20% das grávidas adolescentes apresentaram algum problema psicológico. Desse modo, isso acontece por elas sentirem-se insuficientes, culpadas, incapazes, que não serão boas mães, e ainda existir o julgamento e pressão da sociedade e de familiares. Assim, ansiedade, depressão, estresse e pensamentos suicidas tomam espaço na vida dessas jovens, o que prejudica diretamente a saúde mental delas.
Portanto, para esse problema amenizar, cabe às escolas realizarem palestras, em horários que a maioria dos responsáveis consigam participar, com especialistas que irão apresentar aos alunos e pais informações fundamentais (perigos e prevenções) sobre a gravidez precoce, e como tratar dessa questão com os filhos, para que esse assunto não seja proibido entre as famílias, e haja uma diminuição dessa situação. Outra maneira é o Ministério da Saúde, órgão responsável pela área, fazer programas direcionados para as mães adolescentes, com a contratação de psicólogos que efetuarão todos os tratamentos necessários para essas jovens não desenvolverem problemas mentais.