Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/07/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior taxa de nascimentos entre adolescentes. Devido à isso, prejuízos escolares e de oportunidades no mercado de trabalho são comuns nessa categoria, uma vez que a falta de informação e de orientação quanto aos métodos contraceptivos são causas recorrentes da problemática. Logo, medidas fazem-se necessárias para atenuar o problema.

Primeiramente, é válido ressaltar que a falta de informação intensifica a problemática. Com a colonização do Brasil, ocorrida em 1.500, e o cunho religioso da mesma, consolidou-se no imaginário popular os conhecidos tabus religiosos, entre eles, o sexo. Como consequência, o diálogo e o compartilhamento de informações no ambiente escolar em relação ao sexo e a gravidez precoce foi prejudicado. Com isso, tem-se a elevação das taxas de maternidade precoce no país que, segundo a Organização das Nações Unidas, é de 68,4%.

Outrossim, a falta de orientação quanto ao uso dos métodos contraceptivos é outro fator que evidencia a problemática. Embora haja a disponibilidade de diversos métodos contraceptivos nas unidades básicas de saúde, a falta de orientação quanto à utilização correta dos métodos acaba corroborando com a intensificação da problemática. Como resultante, nota-se a elevação das taxas de gravidez precoce entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos.

Infere-se, portanto, que medidas fazem-se necessárias para que o país melhore seus índices no tocante à gravidez na adolescência. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, junto a grande mídia, promover uma campanha nacional de conscientização e prevenção à gravidez adolescente. Ademais, cabe as escolas, por meio de ações com profissionais de saúde, possibilitar a orientação quanto ao correto uso dos métodos contraceptivos, visando garantir o acesso à informação correta e segura. Desse modo, ter-se-à uma sociedade consciente e com acesso à informação.