Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 07/07/2020

Historicamente, nota-se a construção de uma sociedade culturalmente patriarcal, na qual assuntos polêmicos são considerados tabus. Em decorrência disso, a falta de informação se perpetua pela sociedade, formando indivíduos inexperientes e sem conhecimentos. Esse problema pode ser observado, no Brasil, quando a temática é sobre o sexo na adolescência, visto que muitas famílias e escolas preferem não abordar sobre. Consequentemente, há o aumento do número de gravidez em adolescentes, fato causado pela falta de educação sexual e que gera a exclusão social da gestante.

Em primeira análise, a falta de educação sexual é um fator importante para o aumento dos casos de gravidez na adolescência no Brasil. Fato representado pela série Malhação: viva a diferença, na qual a protagonista Keyla se envolve com um rapaz desconhecido e tem relações sexuais com ele sem o uso de preservativos, já que a mesma não tinha conhecimento sobre os métodos contraceptivos. Isso acontece porque há a ausência do posicionamento da família e da escola perante à temática por ser considerada tabu. À vista disso, nota-se o crescente número de adolescentes grávidas por conta da falta de conhecimento sobre sexo no país.

Além disso, a gravidez na adolescência promove a exclusão social da gestante. Segundo a pediatra Evelyn Eisentein, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, jovens grávidas podem ter dificuldade na inserção social e no mercado de trabalho. Tal fato ocorre porque a adolescente se ocupa na maior parte do tempo para cuidar da criança, colocando em segundo plano as festas e os estudos. Dessa forma, a gravidez na adolescência em evidência no Brasil se mostra como um problema, já que interfere negativamente na formação educacional e social da adolescente.

Dessarte, é imprescindível que medidas sejam fundamentadas para normalizar a educação sexual e reverter o quadro de exclusão social das gestantes adolescentes. Para isso, cabe ao Ministério da Educação implementar o ensino sobre métodos contraceptivos nas escolas, por meio de políticas públicas, para que haja a disseminação de informação entre os adolescentes, diminuindo os riscos da gravidez na adolescência. Ademais, cabe às empresas incorporarem adolescentes gestantes no mercado de trabalho, por intermédio de programas de inclusão, para que mais jovens tenham facilidade e oportunidade na inserção profissional, diminuindo a exclusão social dessas adolescentes.