Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2020
O jornalista Gilberto Dimenstein citou: O melhor método anticoncepcional para as adolescentes é a escola: quanto maior a escolaridade, menor a fecundidade e maior a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. E de fato, segundo pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, 32,5% das mães que engravidaram na adolescência estudaram, no máximo, até a quarta série do ensino fundamental. Por conseguinte, torna-se visível o papel da escola, como instrumento de informação sobre a educação sexual.
Antes de tudo, é preciso evidenciar que o sexo ainda é um tabu presente na sociedade brasileira. Por conseguinte, tal realidade corrobora de forma negativa para a educação sexual de adolescentes, que mesmo privilegiados com meios de obter informações mais próximos, como a internet, necessitam de uma conversa aberta e franca sobre as consequências do ato sexual sem proteção.
Em conseguinte, a carência de informações perante tal assunto, traz consequências notáveis a vida dos adolescentes. Pois, os mesmos precisam lidar com a precoce gravidez ou doenças sexualmente transitiveis, o que torna o assunto um problema de saúde pública. Visto que, o número de grávidas em idade precoce que acabam falecendo por complicações no parto se mostra consideravelmente alto, segundo a Save the Children, uma organização dos direitos da infância: gravidez é a principal causa de morte entre adolescentes em todo o mundo.
A diante, em vista de tais dados obtidos pela organização com sede na Grã-Bretanha, fica visível que a gravidez na adolescência também é um problema do Governo. Então, cabe não somente aos pais, a missão de orientar, alertar e ensinar sobre a importância do uso de contraceptivos. Cabe também, ao governo brasileiro, por meio do Ministério da Educação, preconizar o ensino da educação e orientação sexual nas escolas, para que assim a informação e instrução possa chegar até os adolescentes , afim de que os mesmos possam usufruir de mecanismos seguros, evitando a gravidez precoce e a propagação de doenças sexualmente transmissíveis.