Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/07/2020

Evasão escolar. Riscos à saúde. Mortalidade materna. Essas são algumas das consequências presentes no Brasil e no mundo quando se fala em gravidez na adolescência. Apesar de ser algo frequente na sociedade sociedade brasileira, ainda é um assunto considerado tabu por muitas pessoas. Diante disso, é fundamental analisar como a educação pode auxiliar na diminuição desses casos, bem como as famílias e as mídias sociais podem orientar o público jovem.

Primeiramente, é necessário compreender como as escolas são fundamentais nesse processo. A escola, entre suas funções, objetiva formar cidadãos melhores e engajados para a sociedade. Para tanto, devem esclarecer aos jovens que a gravidez precoce trata-se de um problema social e de saúde pública. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, os casos de gravidez na adolescência ocorrem principalmente nas periferias, áreas rurais e em famílias de baixa renda. Dessa forma, as escolas devem ampliar o olhar dos alunos sobre o tema, tornando as discussões do tema algo frequente.

Outrossim, é imprescindível que as famílias e a sociedade não tratem a gravidez precoce como um tabu. É importante ressaltar que, as famílias devem acolher seus jovens, a fim de orientá-los, para que seja um lugar de diálogos entre pais e filhos, em que estes sintam-se à vontade para conversar sobre suas dúvidas. Do mesmo modo, as mídias, como a TV, podem abordar a gravidez precoce em suas novelas e programas como forma de responsabilidade social, para colocar esse assunto em evidência na sociedade, de forma que seja discutido nas famílias brasileiras.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que as escolas ampliem o debate sobre o tema, por intermédio de rodas de conversa entre alunos, Médicos e as Secretarias de Saúde Municipais a fim de que discutam sobre os dados existentes na realidade brasileira, para que os estudantes tirem dúvidas e levem a informação para seus lares, deixando, portanto, de ser um tabu na sociedade. Assim, a educação e a informação salvam vidas.