Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2020
Segundo Zygmunt Bauman,sociólogo polonês,a falta de solidez nas relações sociais,políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX.No Brasil,essa realidade infelizmente é refletida com o aumento dos casos de gravidez na adolescência.Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do Governo no ensino da educação sexual,quanto do tabu acerca da sexualidade.Diante disso,torna-se fundamental a discussão desses aspectos,a fim do pleno funcionamento da coletividade.
Essencialmente,é primordial pontuar que a ascensão de jovens grávidas deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que relaciona-se à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências.Segundo o pensador Thomas Hobbes,o estado é responsável por garantir o bem estar da população,entretanto,isso não ocorre no país.Devido à falta de atuação das autoridades no ensino de educação sexual,observa-se que as consequências serão de maior defasagem na saúde pública e o aumento na linha da pobreza,visto que a maioria dessas mães são desfavorecidas economicamente.Desse modo,faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais,é imperativo ressaltar a ausência de conhecimento sexual como promotor do problema.Bem como por parte da família e dos educadores,não são dadas as informações necessárias sobre o uso de métodos contraceptivos.Dessa maneira,as adolescentes são abstraídas de dados importantes,constituindo uma gestação indesejada e hostilizada.Em virtude dos fatos mencionados,a resolução do imbróglio é diferida,já que a desinformação contribui para a perpetuação desse quadro nocivo.
O combate à liquidez citada inicialmente, com a finalidade de conter o avanço da problemáticas, deve tornar-se efetivo uma vez que a plenitude educacional for alcançada.Dessarte,com o intuito de amenizar as ocorrências de progenitoras precoces no território nacional,cabe ao Ministério da Educação,juntamente com o Ministério da Saúde, promoverem a inclusão de uma nova matéria escolar que aborde temas e tabus sobre a sexualidade, por meio de palestras e aulas ministradas por sexólogos capacitados para lidar com o público juvenil.As lições devem ser apresentadas aos alunos da rede pública de ensino desde o sétimo ano do Ensino Fundamental,até o final de sua formação,no terceiro ano do Ensino Médio.Outras medidas devem ser executadas,mas,como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”