Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2020
No documentário carioca “Meninas: Gravidez na Adolescência”, são mostradas, em meio a dificuldade do acesso à informação, quatro meninas menores de idade ficam gestantes em uma favela. Fora das telas, a gravidez precoce ainda é um problema, já que, normalmente, essas pessoas não estão financeira e psicologicamente preparadas para criar uma criança. Logo, é necessário analisar a falta de uma educação sexual efetiva, além do tabu em torno da sexualidade como perpetuadores desse impasse.
Sob primeira análise, vale ressaltar a carência de palestras acerca dos contraceptivos como propulsor desse imbróglio. Nesse viés, segundo o sociólogo Durkheim, as instituições sociais, como escola e família, criam a consciência coletiva nos indivíduos. Dessa forma, a ausência de uma educação sexual efetiva nas escolas implica a formação de uma consciência insipiente dessa temática, o que pode reverberar nas preocupantes gravidezes juvenis.
Ademais, a formação de um tabu em torno do sexo colabora para o agravamento dessa questão. Sob esse prisma, de acordo Freud, pai da psicanálise, o tabu é algo considerado sagrado ou proibido. Nesse sentido, a sacralização ou proibição do sexo contribui para o obscurantismo dele e dos métodos anticoncepcionais. Dessa maneira, para atenuar a gestação precoce, esse obscurantismo deve ser desconstruído e problematizado.
Diante disso, para superar esse entrave, é imprescindível fomentar uma consciência coletiva ciente desse problema e das maneiras de evitá-lo. Portanto, com vistas a diminuir o índice de gestações na adolescência, o Ministério da Educação deve adicionar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) uma disciplina sobre a educação sexual, com ênfase para as formas contraceptivas. Essa ação pode ocorrer por meio da contratação de professores especializados na temática, a exemplo de psicólogos inspirados em Freud. Assim, espera-se que recorrência do impasse apresentado no documentário carioca seja atenuado em todo Brasil.