Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/07/2020

Na Grécia Antiga o casamento e a maternidade infantil precoces para as meninas eram incentivados tratado como algo cultural. No entanto, mesmo diante do passar dos séculos, a gestação no público infanto-juvenil em território nacional tem se tornado evidente com o passar dos anos, tornando-se uma das crises do cenário hodierno. Essa situação crítica se sustenta mediante à falta da implementação da educação sexual nas escolas e também devido aos abusos sexuais domésticos.

Mormente, vale salientar que à gravidez infantil permanece em alta no Brasil devido a falta da educação sexual nos currículos escolares.Prova disso é a Alemanha, que possui leis que revestem e garantem que a educação sexual deve ter inicio desde o ensino primário.Todavia, em território brasileiro ocorre o contrário, já que de acordo com o site de pesquisas científicas Scielo, 76% das escolas do país não possuem esse sistema imposto no sistema de ensino.Nesse viés, para o sociólogo Durkhein, a gravidez na adolescência das brasileiras seria um fator patológico, visto que foge da regularização mundial e isso ocorre por conta da oposição a aplicação da educação sexual em todas as escolas. Dessa forma, nota-se que a gravidez na adolescência tem tornado-se algo cultural, tendo em vista que o Estado não tem movido-se contra a problemática buscando soluções como a proposta.

Nesse contexto, deve-se ressaltar que adjunto ao supracitado os relatos de abusos sexuais feito, muitas vezes por pais e padrastos, têm contribuído para esse problema. Sob esse viés, tal acontecimento ocorre por um fator histórico machista, o qual é considerado um “ethos” e é explicado pelo sociólogo Adalberto Cardoso como um conjunto de costumes e hábitos por costumes patriarcais. Paralelo ao citado, de acordo com informações do Ministério dos Direitos Humanos apenas 10% dos casos de denuncias não acontecem em ambiente familiar.Dessa maneira, é notório que que esse cenário nefasto faz parte da realidade devido a cultura patriarcal imposta no Brasil.

Depreende-se,portanto, que medidas são necessárias para a mitigação da gravidez na adolescência em território nacional. Para que isso ocorra cabe ao Estado junto ao Ministério da Educação promover o acesso à educação sexual desde os primeiros contatos escolares, mediante a implementação desse ensino nas escolas públicas e particulares - por que assim o acesso a educação fica mais democrático - com a finalidade de fomentar a diminuição de casos de gestação infanto-juvenil. Cabe também ao Ministério Público desenvolver campanhas alertando sobre os abusos domésticos, por meio de propagandas televisivas em horários nobres - porque assim tem alcance maior de pessoas assistindo- a fim de amortecer os casos de abuso e gravidez no Brasil. Assim torna-se-à possível viver uma realidade contrária à apresentada na Grécia Antiga.