Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/07/2020
Na Década de 1960, surgiram alguns protestos civis ativistas nos Estados Unidos que influenciaria o Brasil e sua cultura, dentre eles destaca-se a revolução sexual, que visava ter uma maior visibilidade aos temas do gênero. Contudo, apesar de avanços conquistados, o país ainda sofrer com o ocultismo da problemática que se reflete nas evidências da gravidez na adolescência. Nesse sentido, destaca-se a insuficiência legislativa, bem como a falta de diálogo familiar como fortes fatores agravantes do problema.
Em primeira análise, faz-se necessário salientar o amparo que a Constituição Federal oferece no que tange à educação como um direito de todos e dever do Estado. Todavia, é indubitável a implicabilidade das leis, uma vez que os jovens são segregados de uma educação sexual eficaz, quando esses temas não são abordados nas aulas ou são visto de maneira superficial, o que reflete em uma futura gravidez precoce. Assim, nota-se que a falha governamental é crucial para a persistência do impasse na sociedade brasileira.
Outrossim, é válido destacar o tema de acordo com a teoria do psicanalista Freud. Segundo o estudioso, o indivíduo se constitui como um sintoma social, ou seja, de acordo com a realidade em que vive. Nesse contexto, Constata-se que a não orientação familiar sobre a vida sexual e os meios de preservativos intensifica as chances de acontecer uma gestação prematura, haja vista a influência que os pais exercem nos filhos, estes, por sua vez, que desenvolverá com esse déficit educacional. Portanto, verifica-se a abstenção do diálogo como um vetor na constituição da problemática.
Diante do exposto, urge que o Ministério da Educação, a fim de disseminar o conhecimento no tocante a sexualidade entre os jovens, implemente uma disciplina de educação sexual, mediante a um projeto de lei entregue a câmara federal, o qual integre a participação dos pais no processo formativo e permita o pleno exercício do saber ao público juvenil a respeito das relações interpessoais na juventude. Somente então é possível efetivar os direitos defendidos no século passado e sanar os casos de gravidez na adolescência no Brasil.