Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/10/2020
A gravidez na adolescência é definida pela OMS como a gravidez que ocorre entre os 10 e 20 anos de uma jovem. No Brasil, apesar da existência de políticas públicas que forneçam métodos contraceptivos gratuitos pelo próprio SUS, como a distribuição de camisinhas nos postos de saúde, esse problema ainda persiste na sociedade em função, principalmente, do tabu que é para famílias e escolas tocarem no assunto e educarem as adolescentes. Desse modo, medidas são necessárias para diminuir o número de jovens que engravidam precocemente.
De início, é válido ressaltar que, para o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é fruto do que a educação faz dele. Segundo o Ministério da Saúde, 46% dos jovens entre 15 e 24 anos não usam camisinha em relações de sexo casual, o que pode ser explicado pela falta de discussão sobre o assunto nas escolas, o tema é dificilmente abordado pelos professores tanto por falta de apoio das famílias dos alunos quanto do Estado. Assim, faz-se necessária a conscientização da população e dos governantes sobre o tema para evitar que mais jovens acabem enfrentando uma gravidez precoce.
Também, existe uma extrema dificuldade em falar sobre sexo por parte das famílias brasileiras. Segundo o IBGE, 86,8% dos lares brasileiros são cristãos, logo, por causa do tabu gerado pelo sexo na religião, a maioria dos pais e responsáveis acabam por não tocar no assunto, desse modo, as jovens acabam se educando sobre o assunto na prática, e, pela falta de informação sobre os métodos contraceptivos, são expostas ao risco de engravidar. Uma vez grávidas, muitas dessas adolescentes acabam sendo julgadas pelos familiares, chegando ao ponto de algumas serem expulsas de seus lares e acabarem em situação de rua. Logo, é importante educar não somente as adolescentes, mas também os seus familiares a respeito da temática.
Em vista do conteúdo exposto, medidas são necessárias para evitar que mais adolescentes acabem engravidando em uma idade inapropriada. Portanto, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deve orientar as escolas para que forneçam informações sobre o tema quando os alunos estiverem próximos da maturidade sexual em matérias como biologia, geografia e sociologia, entre essas informações devem estar contidos os métodos contraceptivos e onde ter acesso a eles de forma gratuita. Além disso, os professores devem falar sobre o assunto em reuniões de pais e mestres para conscientizar os responsáveis sobre a importância de discutir sobre gravidez e outros temas relacionados à sexualidade em casa, e orientá-los acerca da maneira certa de falar sobre o assunto com seus filhos. Apenas com informação essas jovens poderão evitar uma gravidez precoce.