Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 09/08/2020

Na série britânica “Sex education”, são abordados temas relacionados a sexualidade adolescente, dentre eles a gravidez nessa fase da vida, assunto bastante presente na realidade brasileira. Muitos jovens iniciam suas vidas sexuais bem cedo e, por motivos sociais ou informacionais, acabam gerando vidas, o que acarreta diversos problemas aos juvenis pais, tanto no aspecto biológico como no social. Assim, fica claro que medidas urgentes devem ser tomadas para remediar os inúmeros casos de gravidez precoce no país.

Inicialmente, é necessário abordar o que antecede e ocasiona a fecundação de uma adolescente. Muitas vezes, por pressão dos amigos, os jovens se sentem coagidos ou tentados a realizar o ato libidinoso e como resultado de uma ação, geralmente, sem a proteção adequada se dá origem a uma gestação, colaborando, assim, para o crescimento da taxa de nascimentos de filhos de meninas de 15 a 19 anos, a qual era, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 68,4 por mil no  Brasil de 2010 a 2015. Outro fator que contribui para chegar a esse fim é a falta de informações referente ao sexo e à gravidez, como o conhecimento da extrema importância do uso da camisinha — tanto para evitar ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), quanto para dificultar que a pessoa engravide — e de outros meios contraceptivos ou como consegui-los.

Em segunda instância, cabe expor o que decorre da gravidez nessa fase da vida. Devido à constituição física ainda muito jovem, adolescentes, segundo a OMS, tendem a ter complicações tanto na gestação quanto na hora do parto, o que provocará à jovem grande sofrimento, chegando até a morte em alguns casos. Além disso, a vida acadêmica da jovem fica prejudicada, visto que será necessário se afastar da escola/faculdade ou diminuir consideravelmente o seu rendimento na instuição de ensino para se dedicar aos cuidados maternos. De qualquer forma, seu aprendizado fica debilitado, o que impacta na sua especialização e na sua possibilidade de ascensão.

Evidencia-se, portanto, que a gravidez na adolescência é uma problemática que deve ser evitada. E, para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Educação informar os jovens dos prejuízos que uma gestação precoce pode acarretar, por intermédio da inserção da educação sexual à base nacional comum curricular, com aulas que apresentem os métodos contraceptivos detalhadamente e mostrem como consegui-los, desmentindo práticas sexuais perigosas que podem não impedir a fecundação, como o “coito interrompido”, além de alertarem os adolescentes da dificuldade de ter um filho, principalmente, nessa fase da vida. Dessa forma, o Brasil formará indivíduos mais conscientes e diminuirá o número de casos de gestações precoces.