Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/08/2020

Durante as últimas décadas o mundo vem passando por um período de atenção em suas respectivas taxas de natalidade. O Brasil faz parte do grupo em que a taxa está escrevendo, infelizmente de forma inadequada, na qual adolescentes na faixa dos 14 aos 21 anos apresentam o maior índice, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Tal problema pode ser aclarado por duas causas principais: alta evasão escolar e a ausência de educação sexual nas escolas.

Primordialmente, devemos considerar os dados recentes das Nações Unidas que citam o fato de que em países desenvolvidos a taxa de filhos por mulher diminui de acordo com sua escolaridade. Assim sendo, é nítido o paralelo com a situação brasileira, na qual além de pouca formação da população, muitos alunos e alunas abandonam a escola, em partes pelas péssimas estruturas oferecidas e em partes pela dificuldade de manter os estudos por questões de cunho financeiro, resultando com que os jovens de pouca instrução iniciem a vida sexual precocemente, ou em situações mais alarmantes, entretanto comuns, meninas sejam obrigadas a se prostituirem como complemento de renda, de acordo com o mostrado na reportagem do “Fantástico”, feito nos interiores do país, onde a frequência estudantil é ainda menor.

Concomitantemente, a ausência de programas de educação sexual ajuda na manutenção do problema. Ainda segundo o IBGE, adolescentes de escolas públicas tem os maiores índices de gravidez, e embora não haja formalmente na grade curricular de ensino o tema “educação sexual”, este é debatido em colégios particulares em oficinas de redações, por exemplo, onde os mais diversos temas são abordados, as vezes chegando a serem não apenas por professores, mas por profissionais da área. Por analogia, o Brasil fez durante a década de 80, durante o surto de AIDS, campanhas que educavam sexualmente a população para o uso de camisinhas, diminuindo substancialmente as infecções, campanha essa que foi copiada pelo mundo todo. Todavia, os anos 80 ficaram para trás, e a geração que cresceu rodeada pela distribuição pública de camisinhas, não necessariamente sabe utiliza-las.

Portanto, para efetivamente resolver o problema, o Ministério da Educação deve ser responsável pela inclusões de programas que abordem a educação sexual nas escolas, como palestras com médicos e psicólogos, além da ampliação de programas como o “Bolsa Família”, que ampliam a vida estudantil do jovens. Isso deve ser feito por meio de alterações na constituição que assegurem esses direitos, além de pela maior captação e repasse de recursos. Pois, como dito por Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.