Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/08/2020

O documentário do programa televisivo Profissão Repórter, “Gravidez na Adolescência”, retrata a história de garotas que se tornaram mães de maneira prematura.Observa-se, na realidade brasileira, muitos casos semelhantes aos da obra cinematográfica, o que é extremamente problemático, tendo em vista a imaturidade e a falta de estrutura dessas jovens para assumirem o papel de mãe, muitas vezes, solo.Desse modo, faz-se necessário discutir os principais motivos da gravidez precoce, bem como as consequências em torno dela.

Inicialmente, vale a pena enfatizar as razões pelas quais a reincidência da gravidez precoce ainda é elevada na sociedade brasileira.Uma delas seria porque as instruções de assuntos relacionados ao sexo direcionadas aos jovens são precárias, haja vista que, normalmente, eles têm ciência dos métodos contraceptivos, mas optam por não usá-los ou, até mesmo, usam de forma errada sem compreenderem bem a real função deles- proteger contra gravidez indesejada e/ou IST´s. Ademais, também cabe destacar o livro “Totem e Tabu” do psicanalista Sigmund Freud, pois, por se tratar de um tabu, sexualidade é evitada nos diálogos do cotidiano do indivíduo, principalmente no núcleo familiar e, com isso, dificulta que os pais passem orientações adequadas para seus filhos acerca do sexo, a exemplo do uso do preservativo.

Consequentemente, além da responsabilização prematura, as jovens mães enfrentam outros obstáculos na sociedade.Isso porque muitas delas saem da escola e interrompem seus estudos-conhecimentos indispensáveis para a formação plena dos sujeitos-, como foi o caso de Laura no documentário supracitado, garota de 15 anos que abandonou o ensino médio para cuidar da casa e do filho.Além disso, quando conseguem concluir o ensino básico, outra barreira encontrada é a ingressão no mercado de trabalho, visto que, em muitos postos de serviços, é exigido que a mulher não esteja grávida ou não seja mãe com filho(s) pequenos, partindo do pressuposto que ela deverá possuir mais tempo livre para trabalhar na empresa,ou seja, poucas jovens mães conseguem se reestruturar, pois há uma resistência na sociedade para marginalizá-las.                                                                                         Portanto, o Estado, representado pelo Ministério da Educação, em parceria com a família, deve promover a redução da gravidez precoce e dar melhores condições às mães jovens.Isso pode ser realizado por meio de dois caminhos.Primeiro:aulas de educação sexual nas escolas, ministradas pelo(a) professor(a) de biologia, mostrando aos estudantes, por exemplo, a importância do uso do preservativo.Segundo:programa estatal de contratação de jovens mães.Espera-se, enfim, que a gravidez na adolescência diminua e que as jovens mães tenham melhores condições de vida.