Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, dez a cada cem adolescentes na faixa etária dos 15 aos 19 anos já eram mães, e dentro dessas, 18,1% alegaram deixar os estudos por conta da gravidez.Desta forma, nota-se a situação precária que muitas jovens mães se encontram, caminhando para futuros problemas, não apenas de saúde como no mercado de trabalho. Nesse sentido, é necessário uma discussão acerca desse infortúnio.

Primeiramente, os problemas clínicos acarretados por uma jovem sem o devido tratamento durante uma gravidez são imensos. Conforme os dados o Ministério da Saúde, mães de até 19 anos tem um índice de mortalidade cerca de 60 óbitos para cem mil nascidos vivos. Nessa perspectiva, os danos acometem não só a mãe, como também a criança, que além de correr riscos no nascimento, sofreria com possíveis problemas, não só de saúde física, mas na saúde psicológica igualmente.

Ademais, a gravidez precoce pode acarretar problemas na formação educacional da adolescente. De acordo com a pesquisa do EducaCenso, 20% das adolescentes que engravidaram deixaram os estudos. Tal afastamento é preocupante, ainda mais levando em conta que futuramente essas jovens mães encontrarão dificuldades para retornar aos estudos.Do mesmo modo, algumas optam por já ingressarem no mercado de trabalho sem ter experiência alguma, muitas vezes passando por situações precárias apenas para manter-se no emprego. Logo, é um problema que também envolve as condições de vida tanto da grávida quanto do bebê.

Portanto, nota-se que não apenas a saúde, mas também a formação acadêmica da jovem é prejudicada. Para esse caso parar de ser comum, deve-se acionar os órgãos do Ministério da Saúde e Ministério  da Educação, por meio e palestras, apoio e acompanhamento, com o propósito e informar aos adolescentes sobre como evitar a gravidez, incentivando a busca por conhecimento sobre o assunto, assim como a ida em especialistas (ginecologistas) assim que iniciar a via sexual, dar conforto para as jovens que não se preveniram de forma correta. As palestras viriam de modo para explanar sobre educação sexual, e o motivo e não ser considerada mais um tabu, tal qual como o auxílio vindo da escola. Assim sendo, diminuiria-se radicalmente o índice de gravidez na adolescência mostrado pelo IBGE em nosso país.