Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/08/2020

Na conjuntura contemporânea, define-se como gravidez na adolescência por gestação gerada dos 10 aos 19 anos de idade segundo a Organização Mundial de Saúde.O Brasil aparece liderando o ranking da taxa de nascimentos a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos.Os casos de maternidade precoce no país se desdobram em diversos prejuízos, como o significativo aumento das taxas de evasão escolar entre as gestantes.

É relevante abordar, primeiramente que cerca de 76% das adolescentes abandonam a escola depois da gestação, segundo apuração do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada feita em 2017.Devido essa problemática as taxas de evasão escolar aumentam expressivamente.Um dos motivos pelo qual as jovens tendem a sair da escola é a dupla carga horária de mãe, que equivale a cuidar da criança, e a de ‘‘dona de casa’’ já que no contexto social vigente as tarefas domésticas são mal divididas entre os homens e mulheres residentes na moradia.

Paralelo a isso temos a pouca, ou na maioria dos casos, nenhuma instrução sobre educação sexual com essas meninas, tanto por parte de parentes que também não foram instruídos, quanto por parte das escolas.Nesse sentido podemos citar o caso da grávida de 14 anos(que a responsável optou em não ser identificada) entrevistada na reportagem do globo repórter sobre o tema, onde ela diz não saber sobre o uso regular da pílula anticoncepcional ligada diretamente ao controle de natalidade.Para grande parte das instituições de ensino falar sobre educação sexual é sinônimo de alertar os alunos sobre as infecções sexualmente transmissíveis, deixando assim de lado questões importantes como a prevenção de gestações precoces.

Evidencia-se portanto que a problemática de abandono dos estudos está ligada diretamente, com a falta de orientações de ensino sobre os aspectos comportamentais relacionados à reprodução humana.Faz-se necessário, então, que o Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde promova discussões educativas sobre o tema nas escolas, por meio de palestras e projetos entre  profissionais da área da saúde e professores, para que possa ser reduzida a evidencia de gravidez na adolescência no país.