Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/08/2020
A obra “Iracema, do escritor romântico José de Alencar, retrata o amor proibido entre uma índia e um colonizador europeu, o que culmina em uma gestação inesperada para ambos e em grande sofrimento para a jovem, que abandona sua família seu povo e sua religião. Fora da literatura, a situação não é tão diferente, já que, na contemporaneidade canarinha, percebe-se um aumento dos casos de gravidez na adolescência devido à persistência de um déficit instrumental e de uma cultura de imprudência entre a juventude.
Em primeira análise, nota-se que há persistência de um déficit instrucional que é a causa manifesta da matéria. Nessa lógica, o filósofo, Karl Marx, teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratando da gravidez na adolescência, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamenta, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como a escola ou os meio de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais.
Ademais, a falta de debate é causa secundária do problema. Em consonância a isso, a escritora, Martha Medeiros, afirma, o indivíduo silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é notório a afirmação da autora com a questão da gravidez na adolescência, já que o Estado brasileiro mantém essa questão silenciada, pois seus debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências, das quais, seus responsáveis não demonstram capacidade para dirimir.
Em conclusão é imperioso a resolução dos impasses. Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio-educativo, com oficinas, palestras e debates para promover a conscientização social a repeito da gravidez na adolescência. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.