Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Ao ano, mais de 430 mil bebês nascem de mães adolescentes no Brasil, segundo uma pesquisa elaborada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Esse é um dado preocupante visto ser um problema público, pois pode gerar as seguintes consequências: aborto natural, abandono escolar, morte materna, entre outros efeitos. Visto isso, é significativo mencionar a importância dos debates e constantes conversas sobre esse determinado assunto. Além disso, é interessante abordar no assunto a gravidez diante de casos específicos, como estupro.
Em primeiro caso, cabe mencionar a influência da criação diante de uma situação de gravidez juvenil. Nos séculos passados, quando uma jovem, solteira, engravidava ela era expulsa de casa pelos pais ou, até mesmo, era obrigada a casar-se com o pai da criança. Visto que foi épocas de rigorosas criações dos pais perante os filhos. Atualmente, não são todas as famílias que prestam o devido cuidado com os filhos, consequentemente, eles passam a consumir bebidas alcoólicas durante a adolescência, frequentam festas adultas e andam com pessoas de má conduta. Fazendo essa comparação, vale dizer que não é correto os pais, simplesmente, expulsarem os filhos diante de uma situação sensível. Todavia, também não é correto entregar para os menores uma liberdade que a venha prejudica-lós futuramente. Visto isso, é importante uma constante conversa sobre os cuidados necessários durante a adolescência.
Em segundo caso, de acordo com um dado anunciado pelo Fantástico, programa televisivo da Globo, foi relatado que a cada cinco mulheres que sofrem de estupro, duas têm menos de 14 anos. Essa violência, em alguns casos, podem gerar gravidez. Como foi o recente caso da criança de 10 anos que era estuprada pelo próprio tio fazia 4 anos. Houve uma enorme polêmica sobre o aborto permitido por lei. Sendo assim, vale destacar dois pontos que afetam e afetariam a criança. Primeiramente, a criança, diante do ocorrido já prestava problemas psicológicos. Dessa forma, caso levasse a gravidez adiante ocasionaria mais distúrbios. Seguidamente, vale lembrar que o corpo está em fase de crescimento, sendo assim, não está, de forma estrutural, pronto para suportar uma gravidez. Esse fato poderia ocasionar a morte da criança caso não ocorresse o aborto.
Finalmente, seria interessante que as prefeituras prestassem palestras direcionadas as crianças e aos adolescentes para mostrarem o agravamento da gravidez na adolescência. Isso teria o intuito de diminuir os índices dessa preocupante situação. Ademais, é significativo que os professores de ensino fundamental apresentassem desde cedo os riscos da gravidez para as crianças. Por fim, deveria haver uma aula especifica mostrando onde pode tocar e não pode, sem permissão, no corpo de uma mulher.