Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/09/2020

Análoga à 1° lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a se manter em movimento até que uma força externa atue sobre ele, mudando seu trajeto, a gravidez na adolescência é um problema que persiste intrinsecamente na realidade brasileira. Com isso, ao invés de existirem forças capazes de mudarem seu percurso, a falta de interesse familiar e escolar corroboram para a permanência do impasse.

A priori, convém frisar a importância do âmbito familiar contra a gravidez na adolescência. No entanto, ainda que seja dever dos pais avisarem e ensinarem seus filhos sobre métodos contraceptivos, um quarto dos responsáveis não falam sobre sexo com seus filhos, segundo o site da UOL. Sob essa ótica, o jovem consome outros meios de informação, como rodas de amigos e sites pornográficos, este sendo famoso por seu machismo evidente. Nesse contexto, é notório a necessidade de quebrar esse tabu entre pais e filhos, para que haja liberdade diálogo.

Ademais, o Estado intervém pouco na vida dos jovens com a temática gravidez precoce. Sob essa ótica, a escola deve reconhecer que alertar adolescentes sobre DST´s não é o suficiente, sendo a gravidez na adolescência um abalo psicológico e físico. Segundo o site das Nações Unidas, a mortalidade materna é uma das principais causas de morte entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos. Em decorrência disso, faz-se necessário educação sexual nas escolas.

Urge, portanto, a necessidade de medidas interventivas para atenuar o impasse. Posto isso, concerne ao Ministério da Educação a integração da matéria Educação Sexual, à Base Nacional Comum Curricular, desde o início do fundamental, com temáticas específicas de acordo com a idade de cada turma, com atividades envolvendo o diálogo com familiares, por meio da capacitação de todo o corpo docente da esfera pública com palestras e cursos, a fim de envolver os jovens nessa bolha acolhedora, a qual ele terá liberdade de dizer qualquer assunto. Dessa forma, irão criar-se jovens conscientizados para iniciar ou não uma vida sexual. Além disso, irá criar uma força suficientemente capaz de mudar esse percurso.