Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/09/2020
No início do século XX, era comum meninas menores de idade terem sua gravidez precocemente devido a falta de informação que possuíam no período.Eram sujeitas a diversos problemas de saúde e familiares. Semelhante no Brasil contemporâneo,isso deve-se não só a precariedade do ensino do país , mas também ao alto nível de desigualdade em que a população de menor renda sai como a mais prejudicada. Portanto, para combater a gravidez na adolescência, é necessário a distribuição de livros sobre educação sexual para a população e também seja tomadas precauções de DSTs.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e resultado desse contraste é claramente refletido no grande número gravidez na adolescência. Segundo o pensador Adriano Lima, “A educação se aprende em casa, se aperfeiçoa na escola e se aplica na vida”, analisando tal pensamento, se observa que um país que proporciona uma educação de qualidade para população, consegue repassar para os estudantes os riscos e consequências da prenhez na adolescência.
Faz-se necessário ainda, salientar que a desigualdade no país não está presente apenas em dias atuais, mas sim em sua história. Na escravidão brasileira, os donos de terras praticavam uma série de estupros nas jovens escravas, as quais ficavam reféns da gravidez ainda adolescentes. Segundo dados da UNFAP em 2010 a taxa de fecundidade na adolescência no Brasil foi de 75,6 para cada mil habitantes, esse levantamento ainda mostra que a maior incidência de gravidez na adolescência ocorre entre jovens de classes mais pobres em que são expostos muitas das vezes a doença sexualmente transmissível.
Infere-se, portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para combater esse impasse. O Ministério da Educação deve disponibilizar livros didáticos sobre educação sexual aos estudantes, no qual expliquem de maneira informal para o melhor entendimento dos jovens, preparando-os para a vida sexual de forma segura. Além disso, é de estrema importância que o Ministério da Saúde realize visitas rotineiras aos locais mais pobres e de difícil acesso para alertar a população sobre as consequências da gravidez sem os devidos cuidados e também façam exames para tratarem ou precaverem de possível doenças sexuais.